Posts Tagged ‘sonoro’

Pintando una canción

22/09/2010

Comer chocolate (não pra mim), receber uma massagem, estourar plástico bolha são alguns elementos que  ajudam a acabar (pelo menos um pouquinho) com o estresse do dia-a-dia. Ouvir música e pintar também, e que tal os dois juntos?

Pintando una canción é um componente do site da cantora Labuat (que eu conheci só agora e não gostei) no qual você pinta conforme a música. Enquanto a música toca (dá o play macaco) você passeia com o mouse pela tela e vai fazendo sua arte, você também tem a opção de só ver o vídeo, mas ai não tem graça né?! A música é a mesma, não importa quantas vezes você pinte, e se chama Soy tu aire, musiquinha água com açúcar que se não fosse pela melodia ia parecer música de formatura dos anos 80, melodia que por sinal parece bastante com The Elephant Gun (Beirut), mas principalmente nas horas em que ela não canta.

página inicial do site - sei que tá ilegível mas vocês vão entrar no site de qualquer forma

As ilustrações que aparecem na medida que você vai pintando são lindas e você pode ver o resultado da sua arte depois, e enviar para quem quiser. Eu enviei para mim mesma, e aqui está o resultado do vídeo que foi pintado por mim.

Pra fazer o seu clique aqui.

indico – música

20/09/2010

O primeiro post desse blog foi contando minha saga pra ver uns queridos amigos e excelentes músicos na MTV. Faz quase 1 ano, mas quem também faz aniversário nesse mês de setembro são 3 membros dessa banda e venho novamente falar deles aqui.

A banda se chama NUDA, assim nua, sem preconceitos e definições de gêneros. A pergunta quem mais respondem é o que significa NUDA, e com certeza a que é mais difícil de responder é a definição de seu estilo musical.

Delimitar, definir, classificar é algo que eles não gostam muito. Pra quê fazer um resumo quando se pode mostrar tanto? De qualquer forma como essa pergunta é frequente, constante e assídua eles explicam que o som deles é um “jungle-tangle-mangle”, “lombra” ou “rock-bossa-seilá”. Ou seja, “tamo junto e misturado”.

Não é só porque eles são meus amigos não, e nem porque eu vi o primeiro, o segundo, o terceiro (e assim sucessivamente) show, fiz as primeiras fotos de divulgação, como tantas outras de tantos outros shows que eu indico a música deles. É porque o som deles anima, faz refletir, embeleza, agita, sensibiliza e tantos outros verbos de aspecto sensorial-sensitivo que possa existir.

Eles poderiam entrar na lista – Os homens dos sonhos dos meus ouvidos – mas eles são 5 né?! Seria desvantagem em relação aos outros concorrentes, reconheço! e poderia trazer briga entre os respectivos (patroas e o patrão). Melhor ficar então no subconsciente.

 

Arthur (Txuro) e Judá (Jóio)

Henrique (Caçapa)

 

Rapha

Scalia

Nuda

 

Brincadeiras a parte, o que eles não estão mais é pra brincadeira mesmo. Em processo de gravação do segundo EP – A Maré Nehuma – a NUDA tem deixado todo mundo ansioso pra escutar esse danado e para assistir apresentações em Recife. O que eles mais fazem agora é rodar o país e deixar os recifenses abandonados.

Mas façam isso meninos, rodem o mundo e mostrem o que vocês fazem de melhor.

Muita luz, ou como diria meu querido Scalia, axé!

Parabéns Caçapa, Txuro e Jóio.

"Ver: vendado em cor sentido e só Quero a luz da gota clarear... Se não no olho n’alma então"

NUDA:  twitter – orkutorkut comunidademyspace blogformspringalavancaconexãovivo tramaoinovosom

Mais fotos (minhas) da NUDA aqui: Flickr

Indico – música

06/09/2010

Feriado combina com música. Aliás, tudo combina com música. E é nesse clima de descanso que o Indico- Música vai ao ar hoje. Quando escrevi o post Bandas de Lá, pensei em colocar em seguida a música Feriado Pessoal de Bruna Caram, mas acabei esquecendo. Hoje Luquinhas “tuitou” o clip dessa música (e eu, apaixonada por stop motion, achei super fofo) para noticiar que dia 01 de outubro ela estará em Recife abrindo o show da Zélia Ducan no Teatro da UFPE. Ah, nesse contexto também cabe a música Caminho pro Interior da mesma Bruna.

A música é relaxante e ao mesmo instigante pra quem tá a fim de soltar os cachorros e pedir pra todo mundo (ou alguém em específico) largar do seu pé! Além de que Bruna é linda, tem uma voz madura e ao mesmo tempo doce, que encanta e anima.

Segue abaixo o release oficial do site da Bruna:

Seja das ondas do rádio onde soava a voz de sua avó Maria Piedade, seja dos saraus e rodas de choro da família, Bruna Caram respira música desde os primeiros soluços. Nascida em Avaré (SP), berço do tradicional festival de MPB, Bruna caiu cedíssimo em caldeirão de sofisticadas referências musicais e, aos 7 anos, já estudava piano. Aos nove, ingressou nos Trovadores Mirins.
Depois, aos quinze, foi para a “divisão principal” dos Trovadores Urbanos, onde ganhou jogo de cintura e valiosa quilometragem em contato com os mais diversos tipos de público. “Um dia, um cara nos contratou e disse: ‘capricha, que é reconciliação’. Chegamos lá e a menina chorava tanto que interrompemos a serenata no meio. Ela estava arrasada”, lembra Bruna.
O empurrão para a carreira solo veio pela indicação da tia Lucila Novaes. O compositor Otávio Toledo retirou do baú de memórias uma série de composições que havia feito aos 18 anos e pediu a Lucila que cantasse. Ela indicou uma sobrinha, aquela garotinha dos Trovadores, que estava com 19 anos. Assim nasceu “Essa Menina”, álbum de estréia de Bruna, lançado pela Dábliu Discos em
2007.

Bruna agarrou o projeto como se fosse seu e imprimiu sua marca. “Ficou tudo com o meu jeito, não corri o risco de me deixarem de lado. Participei da produção, mas rolou um medinho”, entrega. O álbum, que foi lançado no Japão em 2007 com enorme sucesso, traz somente canções de Otávio Toledo e de seus parceiros musicais, J.C.Costa Netto e Juca Novaes. Uma delas, “Palavras do Coração”, alcançou grande rotação nas rádios e alçou Bruna ao posto de uma das grandes promessas da MPB.

Prestes a se formar em Educação Musical pela UNESP, Bruna lança seu segundo álbum, “Feriado Pessoal”, também pela Dábliu. Com produção de Alexandre Fontanetti (Rita Lee / Zélia Duncan), o trabalho traz três releituras além de composições inéditas, revelando uma nova safra de artistas brasileiros escolhida a dedo para impor o frescor que Bruna traz à música brasileira. Na capa, ela aparece rindo, radiante, no alto do edifício Copan, 35 andares acima do chão paulistano. Parece caçoar do horizonte de prédios, do cinza, da pressa, da síndrome do pânico a cada esquina. E é por aí mesmo. “Minha idéia era: esse som vai atravessar a cidade”, confirma Bruna.

Para saber mais: Blog / Site / My Space

continuando…

21/08/2010

…quase esqueço que o post passado era pra ter mais uma coisinha e que pra não ficar maior do que já estava eu resolvi dividir. Então vai a outra parte aqui…

Vocês já sabem que eu sou louca por Jorge Drexler né?! Acho que à essa altura do campeonato dá pra saber, se não sabe dá pra ver nesse texto  aqui.

O mais novo albúm do Jorgito é o ‘Amar la trama‘, repleto de músicas lindas apaixonadas e apaixonantes. Confesso que não sei decidir qual o melhor albúm de sua carreira, fico na dúvida entre o ’12 segundos de oscuridad’ e este.

O ’12 segundos de oscuridad‘ é belíssimo, mas é feito pra chorar, refletir, pra pensar no que passou e no que deveria ter sido feito. E cá entre nós, quem gosta de pensar no que você poderia ter feito? Por mais que se aprenda com as diferentes escolhas, com os erros e arrependimentos, ninguém gosta de pensar que a outra opção poderia ter sido melhor. Ou melhor, como seria a outra opção. Ah, o velho modo condicional…

Seja pela melodia, letra ou a forma com que Drexler canta essas músicas, canções como ’12 segundos de oscuridad’, ‘La vida es más compleja de lo que parece’, ‘Hermana Duda’, ‘Soledad’, ‘Sanar’ (essa até traz um pouquinho de esperança e sensação de que toda essa angústia vai passar) e ainda por cima uma linda versão de ‘High and Dry’ do Radiohead, trazem muita melancolia e muito choro para nossa alma.

obs: não lembro exatamente como conheci Drexler. Não sei dizer se foi com a música ganhadora do Oscar de Melhor Canção Original em 2005 (Al otro lado del río – Diários de Motocicleta), se foi com um dos meus professores de espanhol, ou se foi na época em que trabalhava na cultura e encontrei esse lindo cd, mas sei que quando escutei o cd todo pensei “esse cara tem sangue de brasileiro, ou ele é louco por esse país”, pois  no ’12 segundos…’ tem uma versão da música Disneylandia de Titãs, participação de Paulinho Moska em Quienquera que seas e Maria Rita em Soledad. E um dia conversando com Bella Valle sobre o grandioso e tendo feito essa observação, ela me disse que ele amava a música do Brasil, que ele falou isso pra ela. HUM?!?!?!!? Isso!! Ela foi à um show dele quando morava na Espanha e teve a oportunidade de conversar com ele, e muito, segundo ela. E ele ainda cantou, no show, uma música de Chico Buarque. É, eu sei, inveja é uma merda mesmo… Falei tudo isso só pra constar que eu sinto inveja dessa desvairada.

Nunca tinha pensando nesse disco de forma tão dramática até escutar o ‘Amar la Trama‘. Antes o ’12 segundos…’ era ótimo, lindo, reflexivo e até alegre. Mas agora ele é deprimente, continua lindo e reflexivo, mas deprimente. O ‘Amar la Trama’ é cheio de vida, e isso dá pra perceber até na qualidade da gravação (gente, não sou crítica de música e nem pretendo ser, são apenas percepções minhas como admiradora de seu trabalho). Sentia a diferença do som, mas só depois vendo uns vídeos do cd novo verifiquei que a qualidade de som era a mesma do cd. Tudo, os altos e baixos dos instrumentos, os solos, tudo exatamente igual, e percebi que a gravação do cd foi feita ali mesmo, como uma apresentação (especialistas em música, me perdõem se estou falando besteira).

Transformando un plató de televisión en un estudio y, durante cuatro días, grabar en vivo las nuevas canciones en él incluidas, con todos los músicos tocando en directo y ante una veintena de espectadores por jornada”. E confirmei! (Por sinal, dessas gravações surgiu um dvd que até onde sei não vende aqui – La Trama Circular – e se alguém quiser me presentear, eu aceito!)

As músicas são vibrantes, dão paz mas transmitem vida. Tenho a sensação que ele deve estar num momento muito bom de sua vida e carreira pra poder ter feito um albúm como esse. Ao contrário do ’12 segundos de oscuridad’ no qual eu consigo escutar os lamentos e os pensamentos do que poderia ter acontecido, nesse albúm só se ouve a celebração da vida e a vontade de ultrapassar cada problema que ela venha a trazer, e no melhor estilo “pode vim quente que eu estou fervendo”, ou melhor, com a leveza de achar que “todo puede ser tan peligrosamente leve, como la nieve en una bola de nieve” mesmo quando se fala de algo que está faltando. E esse ‘easy way of life’ fica muito claro na faixa ‘I don’t worry about a thing’ (que é uma versão, mas desconheço o original).

Don’t waste your time trying to be a go-getter

Things will get worse before they get any better

I used to be troubled

I know you are

But I finally I found the light

Well, that’s right

Now, I don’t worry about a thing ‘cause nothing’s gonna be alright

Pessimismo? Não creio, é só uma maneira de viver a vida mais leve e sem cobranças.

Sugiro escutar esse cd com um bom fone de ouvido para perceber o som de cada instrumento e cada palavra que ele canta (mesmo pra quem não sabe falar espanhol as palavras são cantadas claramente). Toda vez que o escuto percebo novos sons que não tinha “escutado” antes. Ah, e tem metais. Ah! os metais (Cake, Los Hermanos, adoro metais)!

Mas tudo isso que eu escrevi foi pra falar de uma música específica deste disco: Noctiluca. Essa música transborda amor, paz, tranquilidade e leveza. Logo que a escutei, devido à letra, pensei que ele tivesse feito pra algum filho, mas fiquei encucada pois não conhecia a palavra Noctiluca. Fui imediatamente no meu lindo dicionário vermelho, Sueña, verificar esta palavra mas não a encontrei, e apesar de imaginar algo relacionado ao mar não sabia exatamente o que significava. O tempo passou e eu esqueci de procurar seu significado, e  somente quando estava a ler “As Mulheres do meu Pai” é que lembrei dessa bendita palavrinha nessa música que eu tanto adoro.

“Despi-me e entrei no mar – a água era lisa e tépida – com a sensação de que mergulhava na própria noite. No século XIII escrevia-se noyte. Digamos então que eu me senti mergulhar na noyte, sugado pelo seu vórtice escuro, e que fechei os olhos e quando os reabri vi as estrelas a girar ao meu redor. Movia os braços e cada movimento parecia gerar um tumulto de estrelas. Conheço pessoas que passaram por esta experiência e entraram em pânico. Outras, em êxtase. Muitas falam em embriaguez, a maioria em sonho. O fenómeno é provocado por um pequeno organismo unicelular, a noctiluca, capaz de emitir luminescência, e chama-se ardência marítima, ou no sul de Portugal, agualusa.”

Por que ninguém me disse antes que a porcaria da noctiluca era a bendita da água-viva?? De qualquer forma coloco aqui sua definição biológica

Noctiluca é um protista unicelular dinoflagelado, pertencente à classe Noctiluciphyceae, ordem Noctilucales. Possuem 2 flagelos: um no sulco, outro no cíngulo. A célula é vesiculosa, frequentemente vacuolizada. Tanto os flagelos com os sulcos são rudimentares. Apresentam um tentáculo móvel que usam para capturar as presas. Em algumas ocasiões é simbionte com algas.

e o vídeo da belíssima canção que gerou esse texto enorme. No vídeo ele fala que escreveu essa música para o seu filho mais novo (yeah! caçulas rules!) e ele explica o que danado é noctiluca.


Bandas de lá

30/07/2010

Eu vou abandonar
Deixo o mundo velho por aqui
Não quero mais viver correndo assim
Sem tempo pra viver

Vi que é melhor
Calar que falar
Mas é cada uma que eu tenho que escutar
No momento eu não estou
Mas deixe o nome após o sinal

Que eu to pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar
Que eu to pras bandas de lá
Fui viajar e desliguei o celular

Não tenho pressa,
Nem me interessa quanto tempo vou levar
Não vou me permitir
Fingir que tô legal sem tá

Quanto à social
É tanta ambição
Pra conseguir o que se quer

Perder, ganhar, isso não me vale
Prefiro mil vezes
Ir pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar
Que eu tô pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar
Eu tô pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar
Eu tô pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar

(Bandas de lá – Mariana Aydar)


Pra Felipe Farias, na promessa de que se nada der certo iremos virar hippie em Jericoacora.

Tengo ganas de…

23/07/2010

Hoje tem show de Jorge Drexler em São Paulo. Daria tudo pra estar lá…

Indico – Música

07/07/2010

Já tava pra escrever um post sobre essa banda quando vi semana passada, no twitter, que teríamos show de Wado aqui na terrinha. 3 logo! Eu, que nunca fui a um show dele, mas que curto muito, vi então uma grande oportunidade de finalmente conferir um showzinho (só não sei se o liseu me permitirá isso). Hoje o show é no UK PUB, sexta no Espaço NAVE e algum dia, que eu não sei, no FIG.

Indico, muito, essa banda e confesso que ultimamente tenho escutado muito o último cd – Atlântico Negro. Muita música boa, inclusive essa do clipe abaixo.


Segue abaixo um release sobre o evento de sexta, que Manuzinha me mandou por email na tentativa de me levar ao show. Não sei de onde foi esse release tá galera?! Desculpa a falta da fonte.

Wado se apresenta nesta sexta no N.a.v.e.

Sempre mergulhado em conceitos estéticos e reflexivos, o cantor e compositor catarinense-alagoano Wado estampa sua voz pacata em poesias harmônicas e dançantes no seu mais novo show.  Dessa vez (a 7° no Recife) ele aporta na cidade com o projeto Sonda Som, numa noite em que mostrará uma espécie de “sinopse cantada” da sua trajetória. A apresentação será sexta-feira (9), às 23h, no espaço N.A.V.E., na rua do Lima (ver serviço). O repertório do show conta ainda com canções do atual álbum “Atlântico Negro”, e já mostra algumas inéditas do mais novo CD (ainda sem nome), que será lançado no início de 2011.
Um artista sagaz que transforma arte bruta em “canções inteligentes”, como bem afirma o jornalista Pedro Alexandre Sanches (Folha de São Paulo). Detentor de um arsenal de músicas boas, mostra com facilidade a força da poesia urbana unida a timbres ousados em letras marcantes, entrelaçando ritmos e levadas sem se preocupar com rótulos ou fronteiras.

Reconhecido e respeitado em vários estados do país, reinventa não só a música popular brasileira como sua própria obra, figurando nos muitos prêmios como “o melhor do ano”. Com cinco álbuns gravados, e já tendo rodado por quase todo o Brasil, tem sua música circulando pelo mercado europeu e consagra projetos respeitados como o Pixinguinha e o Ano do Brasil na França. Já participou de vários festivais internacionais e nacionais, entre eles o  Popkomm, Feira de Música Internacional, Tim Festival, Abril pro Rock, RecBeat, Goiana Noise, Feira da Música de Fortaleza, FMI, e outros.
Vale a pena conferir.

Serviço
Dia: 09/07/2010 (sexta-feira)
Local: N.A.V.E (Rua do Lima, 210 – Santo Amaro – Recife/PE)
Hora: 23h
Ingressos: R$ 10,00
Abertura: Chão Céu
Participação: Dj Naguê

Toda a discografia está liberada para quem quiser baixar no seu site oficial: Wado

Os homens dos sonhos dos meus ouvidos

24/06/2010

Quando eu tinha 12, 13 anos eu era super fã dos Hanson. Depois por influência de uma prima acabei virando fã dos Backstreet Boys também. Colecionava revistas, gravava clipes (velho VHS) e passava a tarde com as amigas escutando eles, falando deles e sonhando com eles. Dos Hanson o meu preferido (e de todas as garotas do planeta) era o Taylor, mas dos Backstreet Boys era o mala do A.J. Ninguém gostava dele, tadinho, só porque era mala.

Claro que a noção musical aí ia pro espaço, afinal eu só pensava em casar com A.J ou Taylor (ah, Thierry Figueira também), apesar de ter a desculpa (e sou firme até hoje) que os Hanson’s tocam muito (e até hoje viu?! um dia desse com Bella e Lina Carolipa em SP, ficamos vendo clipes deles e confirmamos, eles continuam tocando, e melhoraram muitooooooo no quesito beleza. Confesso que também ficamos babando como adolescentes!)

A adolescência passou, e com ela meus desvios musicais (sim, eu sou uma ex-drogada…e nem queira saber do que eu gostava. Apanhei do namorado – brincadeira gente, ele só ameaçou me abandonar – um dia desse porque fiquei cantando as músicas do Molejão na parada de ônibus, e é incrivel como até hoje eu sei todas. Why Jesus why?????). E agora eu acho que escuto música boa!

Mas os sonhos do casamento ainda rondam minha cabeça, só que dessa vez não é pela beleza (ah..alguns eu acho bonito mesmo, apesar dos protestos das minhas amigas que dizem que eu só gosto de homem feio e tenho um gosto meio duvidoso. Elas sempre me perguntam se a pessoa é bonita no “parâmetro Mariana” ou no “mundo normal”. Eu nem ligo, acho bonito e pronto!) e sim pela música, pela voz e por imaginar tudo que esses homens devem falar no ouvido de uma mulher. Jesui!

E empolgada que estou porque finalmente terminei de ler High Fidelity (Alta Fidelidade – Nick Horby) fiz um Top 5 (não, não é influência do CQC) dos homens dos sonhos dos meus ouvidos.

TOP 5 – Homens dos sonhos dos meus ouvidos

5) Curumin – esse é o malandro dos 5. É o conquistador, com sotaque paulistano arrasa quando começa a cantar “vem menina, não faz assim comigo não…”

4) Da Silva – apesar do sobrenome completamente brasileiro, Da Silva é um cantor francês, levou o quarto lugar mais pela sua voz que pelas suas músicas (que são maravilhosas, mas não lembro de nenhuma que faça suspirar não. digo no sentido conquistador, porque no quesito vida tem e muitas)

3) Vinicius de Moraes / Chico Buarque – me perdõem, mas não consegui desempatar, e nem preciso explicar o porquê. Qual mulher nunca sonhou ser a musa de Chico Buarque? Tenho certeza que todas, ao menos por uma noite…(bem, eu já consegui – nos meus sonhos- com que Chico fosse meu orientador do mestrado, e ele ainda pegava o violão e cantava pra mim…). Vinicius de Moraes com 20, 30, 40, 50, 60 anos; 1 dia, 1 mês, 9 anos, nem me importaria com o tempo de duração do romance, até porque “…que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”

2) Lenine – se fosse por beleza Lenine ocuparia o 1 lugar no meu Top Five (sim, eu acho ele lindo) mas como os critérios não são esses, ele acaba levando o segundo lugar. Apesar que demorei bastante para decidir esse pódio, mas para saber o porque ele está aqui basta escutar Todas elas juntas num só ser. Sem mais comentários!

1) Jorge Drexler – porque ele faz rir, faz curar, faz sentir desejo, faz pensar, e ainda diz que de tudo que existe na vida só lhe importa duas coisas: você e o seu violão! precisa de mais alguma coisa?

# Indico – música

23/06/2010

Apesar de estar com um tempo de sobra (ainda estou no meu hiato-criativo) tô um pouco sem tempo pra escrever aqui. Ando escrevendo aqui também, e estudando possibilidades…o que toma bastante tempo. Mas mesmo assim não desligo do cinema, da fotografia e da música…

Uma das minhas pessoais descobertas foi a Tulipa Ruiz. Não canso de escutar seu cd e nem consigo dizer qual minha faixa preferida, apesar da primeira canção (Efêmera), que por sinal dá nome ao disco, ter me conquistado em 3 segundos, só espero que venha logo um showzinho aqui pra Hellciff.

Quer conhecer mais? Acessa aqui ô!

melhor do que eu sou

16/04/2010

Uma maneira bonita de falar “eu não sirvo pra você…” ou de arrumar essa desculpa…

Eu sei que você sente falta
Soube que às vezes até chora por mim
Por isso é que eu tenho aparecido pouco

Eu sei que fica mais fácil
Você gostar de mim quando eu não estou
Imaginar um sujeito ideal
Meio normal, meio louco

Todo mundo faz um filme
Com a lente da mente
E no deserto do seu coração
Prefiro ser um vulto distante
Do que um chato a mais por perto

Aposto na surpresa, num momento
Quando a gente se encontrar de novo
E demorar num beijo
Até perder a língua, a voz e a noção
Do que é que pode acontecer entre nós

Amanhã não vou te procurar
E você vai me achar melhor do que eu sou
Amanhã não vou te procurar
E você vai me achar melhor do que eu sou