Posts Tagged ‘priscilla buhr’

o que é amor para Caio

22/12/2010
Eu coloquei esse título porque Caio (personagem desse post) mesmo sem querer respondeu a pergunta que Dani Arrais (do blog Don’t Touch my Moleskine) faz à um monte de gente em sua seção ‘o que é amor pra você hoje’. Li isso no facebook de Priscilla Buhr e não tive como suspirar, rir e pedir à ela pra postar aqui. Acho super divertido (ou bizarro) histórias de ônibus (ainda faço um post sobre o que o ônibus representa na vida da gente, pobres mortais. vivo filosofando sobre isso), conversas estranhas com desconhecidos e etc, e esse é mais um desses casos.
Relato de Pri:
Tô eu lá no ônibus, morrendo de calor, com o habitual fone de ouvido.. até que um pirrraia com cara de nerd esperto senta do meu lado.. e começa a puxar um papo..

Ele – Licença, eu sei que quem usa fone de ouvido no ônibus não tá muito a fim … de conversa, mas é que eu sempre fico muito curioso pra saber o que as pessoas tão ouvindo. será que você podia me dizer que música tá tocando agora? não te aperreio mais, prometo.

Eu (com aquela cara de ‘pronto.. mais um doido no meu caminho’) – tô ouvindo Homem Velho de Cidadão instigado, uma banda de Fortaleza.

Ele (super eufórico) – eu não acredito!!! eu gosto muito dessa banda.. e dessa música!! eu sou de Fortaleza, inclusive, vim morar aqui faz 4 anos. que doidisse encontrar alguém ouvindo Cidadão Instigado. sempre que pergunto isso pras pessoas elas tão ouvindo as músicas mais bregas que existem na terra.

Eu (com a maior cara de espanto do mundo) – sério que tu curte Cidadão? é uma das minhas bandas favoritas..

Ele (cada vez mais eufórico) – gosto demais, Fernando Catatau é muito bom! gosto muito das músicas deles, das letras também. meus colegas me acham super estranho por causa das músicas que eu ouço, as meninas da minha sala me chamam esquisitinho.. mas eu prefiro ser estranho mesmo do que ficar ouvindo aqueles rock emo colorido que eles curtem. aquilo é muito ruim! a galera diz que essas bandas emo falam de amor, mas acho que eles não sabem o que é amor não.. Fernando Catatau sabe falar de amor.. e fala como ninguém. eu já me apaixonei algumas vezes, sabe.. mas nunca amei ninguém não.. amor de verdade.. que nem os que a gente sente nas músicas de Cidadão.. eu nunca senti não.. mas um dia eu vou encontrar uma menina que eu vou amar muito.. eu não tenho pressa pra encontrar essa menina não.. eu sou muito novo ainda.. mas quando eu conhecer essa menina, vou saber que é ela o amor da minha vida.. e ela vai ter que gostar de Cidadão né?

Eu (catatônica) – tu tem quantos anos?

Ele – 12!

Segunda-feira fui tomar uma cerva com Pri após o trabalho e além de falar sobre fotografia (claro) passamos mais de 1 hora divagando sobre Caio e ela me contou mais detalhes dessa conversa, isso aí foi o mínimo do que esse garoto falou. Agora diga se ele não é um amor.


Ontem, pensando no que Caio havia falado sobre o amor, fiquei escutando Cidadão Instigado. Principalmente essa música aí, que por coincidência foi a mesma que Pri colocou no face (e eu não tinha visto) em homenagem à Caio.
Aproveita e conhece mais sobre Cidadão Instigado: my space / site / twitter
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AutoDesconstrução – Priscilla Buhr

26/11/2010

 

AutoDesconstrução

Sou suspeita pra falar dessa garota, não porque sou sua amiga (porque muito antes de ser já a admirava profissionalmente) e sim porque falando de uma forma bem simples: ela arrasa.

Dia 03 de dezembro será a abertura da exposição de Priscilla Buhr com o ensaio AutoDesconstrução. AutoDesconstrução é apenas uma pequena parte (e que parte!) do trabalho dessa garota (e ela é tão jovem!) que enxerga o mundo com extrema sensibilidade. Vai além do visível, do real, do tangível e atinge o ser, a alma.

Algumas vezes chego a pensar “porque não pensei em fazer isso antes?” (essa é uma frase de admiração total. Aquela que vem seguida de um “putz, que idéia massa! virei fã”) quando vejo trabalhos simples e extremamente delicados, reflexivos, bonitos e tocantes. Mas o de Priscilla ultrapassa a fronteira dessa pergunta, a ideia é simples e ao mesmo tempo profunda. Quem além de Priscilla teria a sensibilidade de se autodesconstruir e ainda assim ser parte de um todo? Ela é poeta da luz, e essa luz nos toca como palavras do mais nobre e sensível poeta.

Há quem diga que esse ensaio é sensual (e apesar de mostrar belas formas) eu discordo. Pra mim esse ensaio é Priscila por Priscilla, se partindo e ao mesmo tempo se juntando, e dessa forma se conhecendo.

Pra conhecer mais o trabalho de Priscillla Burh, acesse aqui:

flickr

sobre luz e som

olhando pra sempre

E aqui Priscilla na seção Perspectiva do Olhavê – Priscilla Buhr . Porque ler Priscilla com os olhos de Alexandre Belém e Georgia Quintas é outra coisa né?!

Então, convido a todos pra irem à exposição e conferirem esse trabalho maravilhoso de pertinho. Eu vou chegar atrasada porque trabalho até as 19h, mas não deixo de ir por nada nesse mundo.