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# música do dia

06/07/2011

Acho essa música muito foda. Em cima o clipe, embaixo uma versão de estúdio com High Priest, Mamelo Sound Sistem, Nação Zumbi, Guilherme (Hurtmold) e DJ Raedawn.

Mamelo Sound System

 

Zulu/Zumbi – Mamelo Sound System

A história se inicia num momento bem distante
do tempo atuante, num cenário em que elefantes
mamutes e mutantes, eram coadjuvantes
Mas pra ser preciso, preciso citar o exato instante:
foi na primeira vez que um africano tocou tambor
lançou o rítimo da batida ancestral
Que tal? Tamo ai até hoje o orador e mais
o produtor da percussão digital
Pois em algum ponto além do mar azul
entre o sul do Bronx e a África do Sul
foi forjada a fundação da Nação Zulu
Aqui nasceu, Nação Zumbi, maracatu
com manobras de b-boy original, não tem igual
além disso posso comentar com critério
na alfaia Jorge Du Peixe, Lucio Maia mixado
ao Mamelo, fala sério, Zumbi Zulu, Mistério.
Zumbi, Zulu, Zulu, Zumbi, Zumbi, Zulu
Zulu, Zumbi!

Achei meu OM, meu OM é o som, como spray ou crayon
é o que dá cor, é o que dá tom
Achei meu OM, meu OM é o som, OMMM…
Explosão sucita de verdade profunda, não afunda
e quando você cai em si, já tá mechendo a bunda
a mão já tá no céu, se libertando do breu
em contato de primeiro grau, com a essência do seu eu
É seu, todo rítimo que se torna íntimo
poesia extensão de mim que já não é minha
Música pra ouvir com amigas, música pra ouvir sozinha
música pra ouvir mil watts, e pra ouvir baixinha
Somos de tribos extintas, que se pintavam com tinta
batiam o pé no chão, a mão na outra mão
a mão no tambor, e seja como for…
Salve a verdadeira música de louvor!

A céu aberto e sem limites, só com o crayon
mais uma interação certeira já no bom tom
E o colado na emenda que nem deflon
todos os nervos atrelados a serviço do som
Motor movido a uma orquestra no ouvido
e nunca se surbina num sonido
umbilical mas sem enfeite no umbigo
lançado o sub-som no gosto pelo enfinito
Olhar bem alto a torre cheia de falantes
gritando até o amanhecer, fazendo o antes
tocando a voz no rec/play, no diamante
vejo fios e raizes la no horizonte
E o grave levantando o chão com num vôo razante
Mamelo e Nação Zumbi fazendo o levante:
Zum-zum-zum-zum-zum-zum-zum-zum-Zumbi-Zumbi

 

indico – música

29/09/2010

Não entendo muito de hip hop, mas o suficiente (ou não entendo nada mesmo né?!) pra dizer que é raro encontrar uma mulher nesse estilo de música. Conheci Lurdez da Luz com o projeto 3namassa, e a vi no show logo que o projeto teve aqui em Recife em setembro do ano passado (se eu não me engano).

Uma mulher com puro jeito de menina e até com cara de menina, subiu ao palco, meio desengonçada, meio malandra e até meio autista, completamente diferente da musa Marina de La Riva (o que é aquilo?!) “Taí, gostei dela” pensei. Dança do jeito dela e pronto, e tem que ter fôlego pra cantar o hip hop e dançar, e como. E ela tem.

Passado o show não procurei mais coisas dela, estava no período de abstinência virtual e não sabia nada de onde ela vinha, de vonde veio e pra onde vai. Permaneci assim até encontrar o cd dela no sombarato (que pretendo comprar logo que passar meu período de abstinência de consumo), e tudo que é novo eu escuto pra ver se gosto, se não vai pro lixo (isso não significa que a música seja lixo, só não curti), se sim fica aqui, no mp3 e na propaganda que eu faço.

E gostei, e como eu gostei. A batida é maravilhosa, é só escutar pra perna começar a bater e passar o ziriguidum pra todo o resto do corpo. Talvez tenha sido o que me chamou atenção no início, mas depois você começa a prestar atenção nas letras e gosta também. Completamente diferente do hip hop masculino, se é que posso assumir essa diferença de gênero, Lurdez da Luz fala do universo feminino em suas músicas. Emancipação feminina eu diria, mas sem ser feminista (ah, esse machismo às avessas), somente mostrando que a mulher quer tudo que o homem quer e tá tudo bem. Estamos bem desse jeito. (Só não melhor porque não tem nem sinal de um show em Recife. Esperamos Lurdez, esperamos).

Somente hoje buscando vídeos pra colocar aqui no post é que conheci outra coisa sobre a Lurdez. Ela faz parte de um grupo chamado Mamelo Sound System, que já vou tratar de conhecer.

entrevista de Lurdez da Luz para a Revista TPM

 

Lurdez da Luz

Confesso que não sei dizer qual música que gosto mais, mas bairrista que sou, acho massa “Corrente de água doce” na qual Lurdez divide os vocais com Jorge Du Peixe. Eu poderia falar onomatopéias para todas as músicas de Lurdez, mas deixo que você escute e deixe o som te levar.

Ah, outra coisa, a Lurdez faz uma participação na faixa Tropeços Tropicais do disco mais novo do Maquinado – Mundialmente Anônimo – O Magnético Sangramento da Existência – (projeto paralelo do Lúcio Maia do Nação Zumbi).

Mas afinal esse post é sobre letra ou sobre música? Então fica ai um vídeo de Ziriguidum, e isso é só o começo.

Pra conhecer mais Lurdez da Luz: myspace / twitter / também achei uma entrevista bem legal nesse site – NOIZ

Pra conhecer mais Mamelo Sound System: site / myspace / twitter

Pra conhecer mais Maquinado: site / myspace / trama / twitter (lúcio maia)

Pra conhecer mais 3 na massa: myspace