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# minha estante – por Márcia Lira

03/02/2011

Lucas Lima é uma pessoa muito querida, e vez ou outra no twitter rolava uma campanha fofíssima chamada “eu amo @marcialira”. Essa campanha era forte. Guardanapos, declarações, fotos, todas as maneiras de declarações possíveis eram feitas. Eu pensava cá com os meus botões: “owww, essa pessoa deve ser fofíssima, porque se Luquinhas (fofíssimo à décima potência) acha, é porque é. Eu tenho essa lógica, pessoas legais só gostam de pessoas legais. Ás vezes me engano, mas tudo bem, enfim…esse realmente não é o caso.

Mesmo ouvindo falar tanto de Márcia não a conhecia, nem virtualmente, até que por um link no blog de Lucas acabei batendo no blog dela e me apaixonei. O nome do blog, temática, foto, contéudo, tudo lindo. Tem como ser ruim um blog que fala de livros e literatura? difícil né?! Não lembro se da primeira vez que eu vi seu blog eu já estava com essa ideia do #minhaestante na cabeça, mas uma vez que a seção foi pro ar e conheci o Menos um na estante eu só pensava que tinha que convidar Márcia pra postar sua estante. Mas não a conhecia, fiquei com vergonha e fiquei na minha. Até que um dia acabamos nos falando devido à essas coisas de blogs e foi a deixa para que eu pudesse convidá-la, e ela aceitou, e eu achei o máximo. Gostei ainda mais quando vi algumas coincidências, como ler mais livros emprestados que comprados, e o livro querido do Huxley ser um dos que mais marcou na vida. Admirável Mundo Novo realmente tem esse poder. Então vamos à estante!

# minha estante – por Márcia Lira

Quando alguém cria um blog chamado Menos um na estante, a primeira impressão deve ser a de que o blogueiro tem um daqueles móveis abarrotado de livros, do chão ao teto. Pura fantasia. A minha estante, coitada, é bem tímida, mas é um cantinho especial. Ou melhor, é a minha bomba-relógio particular, prestes a me causar os sentimentos mais inesperados ou a realizar pequenas mudanças. Tudo isso do fundo da minha poltrona.

Então, fiquei lisonjeada quando Mari me chamou para participar desta seção, e nem hesitei já que a minha estante é novinha em folha. Como acabei de me mudar, ela ainda brilharia se brilhante fosse. Toda compartimentada, a maior parte dela ainda não foi lida. É que muitas das leituras da minha vida foram de livros emprestados por amigos, namorado, biblioteca do colégio/ faculdade ou por clubes do livro.

Não tem problema, porque eu tenho pouco do melhor no quarto: Jorge Luís Borges, Gabriel Garcia Marquez, Vargas Llosa, Hemingway, Italo Calvino, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Lygia Fagundes Telles, Murilo Rubião. Um dos livros que mais me marcaram foi Admirável Mundo Novo, do Aldous Huxley, não só por eu gostar do estilo ficção científica. É que eu acho que uma das coisas mais grandiosas que uma obra pode fazer por uma pessoa é apresentar um novo modo de ver a vida, e Huxley fez isso comigo.

Como toda mulher, eu amo Clarice Lispector. Inclusive, tenho o maior apego a um A Paixão Segundo GH, que eu comprei num sebo e veio com coisas lindas escritas dentro por desconhecidos. Foi do amigo Beto para Tucci, em 1982. Eu adoro viajar na mensagem, que diz coisas como: “Serás jovem enquanto te conservares receptivo ao que é belo, bom, grande. Receptivo às mensagens da natureza, do homem, do infinito. E se um dia teu coração for atacado pelo pessimismo e corroído pelo cinismo, que Deus então, se compadeça de tua alma de velho”.

Um autor pouco conhecido que eu recomendo para todo mundo é Fernando Portela, que sabe colocar as palavras exatamente onde elas deveriam estar. Também aprecio demais a literatura fantástica, seja mais grosseira ou sutil, e aí tenho boas expériências com Lygia e Murilo Rubião. Uma das minha metas é ler uns clássicos como Dostoiévski, pois a verdade é que eu sou uma  iniciante no mundo da literatura. A paixão é que é grande.

Agora, eu estou sendo surpreendida por uma coletânea de contos chamada Tempo Bom, lançada com renda revertida para as vítimas das chuvas do interior de Pernambuco, no ano passado. Tenho gostado, pois estou conhecendo autores que talvez passassem despercebidos: Rinaldo de Fernandes, Ronaldo Correia de Brito, Gustavo Rios, só para citar alguns.

Ah, as lembrancinhas de viagens, especialmente a bonequinha argentina que fica pendurada, dão um toque especial aos livros.

Márcia Lira é jornalista, trabalha com mídias sociais e é apaixonada por livros, cinema, tecnologia, fotografia e pessoas – numa ordem variável. Escreve no Menos um na estante e deixa a gente atualizado desse mundo mágico dos livros pelo twitter e facebook do blog. Vai lá dar uma olhada, aproveita aperta o follow e o curtir. Ah, e é editora do blog Nota PE, faz pouca coisa essa menina.

#minha estante – Mari Leal

24/11/2010

Um dia desses no twitter do Skoob (uma rede social voltada para livros/ leitores/ literatura) tava rolando a tag #minhaestantereal, e as pessoas estavam enviando as fotos de suas estantes físicas (porque a do Skoob tá lá pra todo mundo ver). Fiquei vidrada nas fotos e juro que tava na página mesmo das hashtags do twitter (e eu nunca faço isso) olhando cada estante e admirando (nem todas, confesso). Até a minha enviei (sou nerd?!).

Estantes e livros me interessam muito, e não, não é porque fui livreira por 2 anos. Interessa simplesmente porque gosto de ler e me angustia saber que vou morrer sem ler todos os livros que quero ou todos que me indicam, ler todas as coisas boas, enfim.  O lugar que mais me chama atenção numa casa é qualquer espaço que tenha livros amontoados. Fico em frente às estantes, prateleiras, olhando e abrindo os livrinhos, lendo frases e se eu não me controlar sempre saio da casa de alguém com um deles debaixo do braço (não roubando né?! pego emprestado. no caso de pessoas muito íntimas posso sair com 3 né @manudonato?! e ainda reclamar porque o livro tá com defeito de impressão). Tenho a terrível mania de achar que tô sem nada pra ler em casa e saio recolhendo livros na estantes alheias, pois acho que não vou ter oportunidade de ler aquele livro novamente se não pegá-lo agora. Hum…

Como sou muito curiosa resolvi fazer uma série de post com as estantes de amigos, blogueiros e afins. Mas como não chamei ninguém e queria fazer logo isso aqui vou começar por mim mesmo. Afinal, as fotos já tenho (meio feias por sinal), entãovamos lá…

#minha estante – Mariana Leal

bonecos e livros

bonecos e livros.

1ª parte da estante (vertical) - livros e dicionário de línguas

2ª parte da estante - livros de fotografia

3ª parte - livros diversos

4ª e 5ª parte - pastas, cadernos, apostilas e revistas de fotografia

“A minha estante física não é minha estante, é a estante do meu irmão que agora mora em Brasília e deixou um bom espaço em branco. Me apossei das prateleiras do seu closet (ele é chique bein!) e coloquei livros, dvds, cds, bonecos e tudo que eu tenho direito. Na verdade (quase) tudo isso estava em minhas prateleiras no meu quarto (junto com mais bregueços) mas o sol batia forte lá e minha mãe sugeriu que eu fizesse a mudança. Eu gostei e meus livros e etc agradeceram.

Tenho muitos livros de fotografia, mas mais de filosofia, teoria, do que os de técnica e os de fotógrafos mesmo. Compro muito porque sei que vou precisar. Não li todos e os que li preciso reler, conhecimento nunca demais, e quem disse que lembro de tudo que já li? Tsc Tsc minha memória anda fraca, tadinha.

Compro mais livros pra estudo mesmo, porque os outros posso pegar emprestado de pessoas, bibliotecas, ler e sentir a emoção do momento. Enquanto os de estudo que compro rabisco, risco, grifo, escrevo, além de  precisar consultá-los com bastante frequência. Mas quando eu for rica vou comprar qualquer livro que eu queira e não somente os que eu precise.

Não lembro do primeiro livro que comprei, mas lembro quando descobri a leitura. Tinha 6 anos e coleguinhas da sala estavam com dificuldade pra ler, foi quando fui ajudar e só então percebi que já lia.  A primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi pegar um gibizinho da Xuxa e ler, de fato. Fiquei toda orgulhosa quando minha mãe perguntou o que eu tava fazendo e eu disse: estou lendo!

Outdoors, gibizinhos, livrinhos e livrões. A capacidade da leitura foi aumentado e meu amor por livros também. Ás vezes passava o recreio na biblioteca (sim, eu tinha amigos além dos livros), e quando não tinha natação sempre ia pra lá ao final das aulas, ler ou arrumar as estantes (meu TOC já começava a despertar e meu companheiro de arrumações era @marciomoneta). Li em algum lugar que alguma pessoa anotava os livro que ela lia, e foi a partir dai (em 1993, quando tinha 8 anos) que desenvolvi o hábito de anotar todos os livros que leio. Comecei a anotar os filmes um pouco depois, em 1997.

Indico pra todo mundo ” As travessuras da menina má” de Mario Vargas Llosa, “A trégua” Mario Benedetti (um dos livros mais lindos que ja li) e já comecei a indicar um dos últimos que li e que escrevi sobre ele aqui “As mulheres do meu pai” José Eduardo Agualusa. Além do clássico “Admirável Mundo Novo” Aldous Huxley e “Não verás país nenhum” Ignácio Loyola de Brandão (a edição comemorativa é a coisa mais linda. quem quiser me presentear com ela eu aceito).

Gosto de vários estilos de livro, mas acho que você precisa estar no humor pra lê-los. Quando sinto que aquele não é o momento de ler o livro X abandono, com dó e piedade, mas abandono.

Quase não sei trecho decorado de livro (com exceção do Toda Mafalda, hihihihi) mas esse aqui acho lindo e forte e nem é de nehum livro super conhecido ou clássico:

“Como levou um tiro à queima-roupa ao mesmo tempo em que recebia um beijo, Rosario confundiu a dor do amor com a da morte.”  Rosario Tijeras – Jorge Franco

É o único que sei. Até anoto alguns trechos de vez em quando, mas perdi os que fiz de “Admirável Mundo Novo” e de “Memórias do Cárcere” Graciliano Ramos (por sinal, vou começar a fazer campanha porque um amigo que sumiu do mapa pegou o primeiro volume desse livro – capa de couro, coleção antiga – emprestado há 7 anos e não devolveu. Cheguei a encontrá-lo há uns 4 anos e ele lembrava do livro e disse que precisava me devolver, e depois ele sumiu do mapa. Ninguém sabe, ninguém viu. Mas não desisto, preciso desse livro). Vou tentar retomar esse hábito. Faz refletir e emocionar”.

ps: tô lendo agora Harry Potter e as Relíquias da Morte, na verdade tô relendo porque quero ver o filme com tudo fresquinho na cabeça. Costumo ler 3 livros ao mesmo tempo, mas tô me dedicando inteiramente à Harry. Quando acabar volto pra Farenheit 451 – Ray Bradbury e Shopaholic & Baby – Sophie Kinsella.

ps 2: não me julguem como fotógrafa por essas fotos, não tinha lente que pegasse o ângulo da estante fechadinho sem cortar os livros e eu não queria mostrar a bagunça do closet, além de que tô sem programa de edição nesse computer. =/