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#minha estante – por Lucas Lima

08/12/2010

Quando comecei esse post aqui no blog e pensei em convidar as pessoas à mostrarem suas estantes, a primeira pessoa em que pensei foi Lucas, um amante dos livros. Amizade iniciante e progressiva, encontros casuais e vida virtual ativa, é assim minha relação com Luquinhas. E tudo começou numa livraria (onde mais tinha que ser?). Não lembro da primeira vez que o atendi, mas engraçado que lembro o dia em que ele pediu o livro “Até o dia em que o cão morreu” Daniel Galera que ele cita no texto, nem aconteceu nada demais, mas simplesmente lembro desse dia. E claro que não foi difícil começar uma amizade com ele. Educado, paciente (quando ele chegava e eu estava atendendo alguém ele esperava tranquilamente até que eu pudesse atendê-lo), inteligente, sempre era uma alegria ver Luquinhas pela loja, mesmo quando ele ia rapidinho pra tomar um café e só dava tempo de dizer “oi”. Infelizmente passamos a nos ver menos desde que sai da livraria, felizmente essa amizade vem aumentando mesmo que virtualmente (os encontros casuais continuam e a gente nunca consegue se encontrar de outra maneira pra bater aquele papo), como ele falou, os amigos em comum também ajudam nessa empreitada. Planos não nos faltam, desde um simples café (que eu não bebo e troco fácil por uma cervejinha) até um domingo lá na casa de praia que já foi indicada por Vanessa Lins e que tem que ser feito junto com Samara e Nina. Mas eu tenho fé que um dia a gente consegue.

Então vamos à #estante!

#minha estante – por Lucas Lima

Minha estante de livros é, na verdade, uma prancha, que de tão lotada começa a envergar um pouquinho. Por isso, já tenho pilhas de páginas na mesa do computador, às vezes espalhadas pelo chão… São muitas e muitas publicações, compradas, ganhas ou emprestadas para a vida inteira! Gosto muito de ler, no mesmo tanto que gosto de comprar. Ir à livraria é sempre um dos melhores programas. Esperar pelas comprasfeitas pela internet é quase um martírio, compensado na hora da chegada com a alegriado primeiro contato. E nessa brincadeira de gostar e comprar, vou criando meu singelo patrimônio, e descobrindo mundos e histórias que passam a ser meus também.

Quando Mari pediu este texto, comecei a pensar quando descobri esse universo. Lembro de alguns livros infantis, principalmente O Pequeno Príncipe, um, hoje, sem capa e com escritos do meu irmão mais velho (guardado com carinho, apesar de ter um exemplar novo adquirido anos e anos depois). Lembro também de ler os paradidáticos dos meus irmãos e, claro, as revistinhas da Turma da Mônica, que, sem dúvida, catequizaram muitos dos atuais leitores.

A primeira compra que lembro foi dos três primeiros volumes da série Harry Potter,que não estão na prancha e nem faço ideia onde foram parar! Recordo que comprei no cartão do Hiper, dividi em algumas vezes e fiquei morrendo de medo da minha mãe reclamar. Ela não reclamou e continua não reclamando quando surgem algumas faturas no cartão que ela paga!

Nessa época, morava em uma casa/apartamento, e ficava no jardim ou na escada entretido com a leitura. Saia muito pouco, normalmente para o cinema, e devorava bem mais livros que hoje, tempo de noitadas nos fins de semana e muito trabalho nos demais dias. Era a minha diversão, o que para os amigos dos meus irmãos era taxado como estudo!

Organização

Na minha “estante”, há de tudo um pouco. Livros infantis, de gastronomia, de artes, comunicação, romances… Normalmente, organizo pelo tamanho, juntando os dos mesmos autores quando dá. Tenho vários de Clarice Lispector, todos lidos e alguns nunca entendidos – como o até hoje indecifrável Mrs. Dalloway, de Virgínia Woof. Adriana Falcão (O pequeno dicionário de palavras ao vento), Isabel Allende (Paula, La suma de los días) e Daniel Galera (Cachalote, Até o dia em que o cão morreu) são os mais recorrentes. Mas confesso não ter uma sistemática. Gosto da capa, me interesso pela sinopse, vou lá e compro – e muitas vezes não leio, mas tudo tem seu tempo!

Assim, agrego Neruda, Quintana, Guevara, Satrapi (Persépolis), Marcelino Freire, AnneFrank, Chico Buarque, Almodóvar (Fogo nas entranhas), Michael Moore, Danuza Leão,Lewis (o de Nárnia e o de Alice), Oscar Wilde (O Retrato de Dorina Gray, um dospreferidos), Dan Brown, Candace Bushnell (Sex anda the city), Alex Atala, Calcanhotto(aquela da música Metade) e tantos outros.

Costumo dobrar um pedaço da página quando tem algum trecho que gosto muito. Eles sempre vão parar nos meus blogs e, agora, também no Twitter. Não costumo rabiscar muito, para poder ter uma visão diferente das leituras seguintes, o que sempre acontece, e para emprestar sem vergonha de ser descoberto em alguns detalhes!

Como Mari disse no texto dela, é preciso estar com humor para lê-los. Já devorei vários em uma semana, enquanto nos últimos meses leio basicamente para fazer pesquisas (principalmente para os textos da revista Engenho!) ou arduamente para entreter. Como a paciência está pouca, foco nas histórias em quadrinhos (Cicatrizes, de David Small, dói, mas é lindo visualmente e conta uma história fascinante). E continuo comprando, guardando e, quem sabe um dia, aquela leitura se revela pra mim?

Ela

Já escrevi demais, mas preciso falar de Mari, né! Confesso odiar vendedores de loja. Corro deles sempre! Principalmente dos grudentos, que ficam no seu pé, quase obrigando uma compra. Também detesto os metidinhos de livrarias. No meio disso tudo– e não sendo nada disso –, conheci Mari. Trabalhava perto da Cultura e vivia lá. Achei ela simpática, sempre atenciosa e fui me acostumando a fazer os pedidos e solicitar ajuda só a ela. Sabia até os horários para encontrá-la!

Aos pouquinhos, surgiram as afinidades, os amigos em comum e uma amizade gostosa ,apesar da dificuldade de marcar um bendito café! A última vez que a vi, no show de Fino Coletivo, conversamos um bocado, falamos de planos de vida, perspectivas…

Nosso livrinho sendo escrito aos poucos! Quem sabe um dia não publicamos um de correspondência, como os célebres da nossa literatura!

Lucas Lima é jornalista (escreve pra um monte de lugar, um desses é a Revista Engenho – hum, delícia!) e seus blogs são o Cacimba das Letras (junto com Eliza Brito) e o Mientras.

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#minha estante 1.2

26/11/2010

Eu esqueci de colocar no post da #minhaestante uma das minhas preciosidades. Na verdade como fico com essas estantes separadas, uma no meu quarto e uma no quarto do meu irmão, as coisas ficam meio misturadas. Mas como lá na minha só tem bregueço e não tem livro nenhum, não adianta mostrar.

Só tirei uma coisinha de lá (afinal, ela contém livros) e vim mostrar aqui. É minha caixinha do lançamento mundial do Harry Potter and the Deathly Hallows. Na época eu trabalhava na Livraria Cultura e foi uma loucura, mas foi muito legal. Enquanto todo mundo corria pra comprar os livros e conferir, finalmente, se Harry morria ou não, a gente ficava lá escutando os barulhinhos com uma vontade de que desse 22h, o expediente acabasse e a gente pudesse também conferir o que aconteceu.

 

minha caxinha do harry

Como tinham muitas caixas e no fim das contas todas elas iam pro lixo, houve uma certa distribuição, não lembro exatamente, mas acho que foram pras pessoas do fã clube que estavam promovendo um evento no dia, clientes e funcionários. =D

Na minha guardo todos os livros do Harry, só não tirei uma foto porque quatro deles estão emprestados, inclusive esses dois aqui que muita gente não conhece.

Fica nele também um galeão de ouro (sem ser de ouro, é claro) que veio junto com o primeiro filme do Harry, e também fica na estante esse copo que veio no sexto filme. Não, ele não fica lá cozinha porque tenho medo que o quebrem (na verdade que eu o quebre). #desastrada

potion n.86

#minha estante – Mari Leal

24/11/2010

Um dia desses no twitter do Skoob (uma rede social voltada para livros/ leitores/ literatura) tava rolando a tag #minhaestantereal, e as pessoas estavam enviando as fotos de suas estantes físicas (porque a do Skoob tá lá pra todo mundo ver). Fiquei vidrada nas fotos e juro que tava na página mesmo das hashtags do twitter (e eu nunca faço isso) olhando cada estante e admirando (nem todas, confesso). Até a minha enviei (sou nerd?!).

Estantes e livros me interessam muito, e não, não é porque fui livreira por 2 anos. Interessa simplesmente porque gosto de ler e me angustia saber que vou morrer sem ler todos os livros que quero ou todos que me indicam, ler todas as coisas boas, enfim.  O lugar que mais me chama atenção numa casa é qualquer espaço que tenha livros amontoados. Fico em frente às estantes, prateleiras, olhando e abrindo os livrinhos, lendo frases e se eu não me controlar sempre saio da casa de alguém com um deles debaixo do braço (não roubando né?! pego emprestado. no caso de pessoas muito íntimas posso sair com 3 né @manudonato?! e ainda reclamar porque o livro tá com defeito de impressão). Tenho a terrível mania de achar que tô sem nada pra ler em casa e saio recolhendo livros na estantes alheias, pois acho que não vou ter oportunidade de ler aquele livro novamente se não pegá-lo agora. Hum…

Como sou muito curiosa resolvi fazer uma série de post com as estantes de amigos, blogueiros e afins. Mas como não chamei ninguém e queria fazer logo isso aqui vou começar por mim mesmo. Afinal, as fotos já tenho (meio feias por sinal), entãovamos lá…

#minha estante – Mariana Leal

bonecos e livros

bonecos e livros.

1ª parte da estante (vertical) - livros e dicionário de línguas

2ª parte da estante - livros de fotografia

3ª parte - livros diversos

4ª e 5ª parte - pastas, cadernos, apostilas e revistas de fotografia

“A minha estante física não é minha estante, é a estante do meu irmão que agora mora em Brasília e deixou um bom espaço em branco. Me apossei das prateleiras do seu closet (ele é chique bein!) e coloquei livros, dvds, cds, bonecos e tudo que eu tenho direito. Na verdade (quase) tudo isso estava em minhas prateleiras no meu quarto (junto com mais bregueços) mas o sol batia forte lá e minha mãe sugeriu que eu fizesse a mudança. Eu gostei e meus livros e etc agradeceram.

Tenho muitos livros de fotografia, mas mais de filosofia, teoria, do que os de técnica e os de fotógrafos mesmo. Compro muito porque sei que vou precisar. Não li todos e os que li preciso reler, conhecimento nunca demais, e quem disse que lembro de tudo que já li? Tsc Tsc minha memória anda fraca, tadinha.

Compro mais livros pra estudo mesmo, porque os outros posso pegar emprestado de pessoas, bibliotecas, ler e sentir a emoção do momento. Enquanto os de estudo que compro rabisco, risco, grifo, escrevo, além de  precisar consultá-los com bastante frequência. Mas quando eu for rica vou comprar qualquer livro que eu queira e não somente os que eu precise.

Não lembro do primeiro livro que comprei, mas lembro quando descobri a leitura. Tinha 6 anos e coleguinhas da sala estavam com dificuldade pra ler, foi quando fui ajudar e só então percebi que já lia.  A primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi pegar um gibizinho da Xuxa e ler, de fato. Fiquei toda orgulhosa quando minha mãe perguntou o que eu tava fazendo e eu disse: estou lendo!

Outdoors, gibizinhos, livrinhos e livrões. A capacidade da leitura foi aumentado e meu amor por livros também. Ás vezes passava o recreio na biblioteca (sim, eu tinha amigos além dos livros), e quando não tinha natação sempre ia pra lá ao final das aulas, ler ou arrumar as estantes (meu TOC já começava a despertar e meu companheiro de arrumações era @marciomoneta). Li em algum lugar que alguma pessoa anotava os livro que ela lia, e foi a partir dai (em 1993, quando tinha 8 anos) que desenvolvi o hábito de anotar todos os livros que leio. Comecei a anotar os filmes um pouco depois, em 1997.

Indico pra todo mundo ” As travessuras da menina má” de Mario Vargas Llosa, “A trégua” Mario Benedetti (um dos livros mais lindos que ja li) e já comecei a indicar um dos últimos que li e que escrevi sobre ele aqui “As mulheres do meu pai” José Eduardo Agualusa. Além do clássico “Admirável Mundo Novo” Aldous Huxley e “Não verás país nenhum” Ignácio Loyola de Brandão (a edição comemorativa é a coisa mais linda. quem quiser me presentear com ela eu aceito).

Gosto de vários estilos de livro, mas acho que você precisa estar no humor pra lê-los. Quando sinto que aquele não é o momento de ler o livro X abandono, com dó e piedade, mas abandono.

Quase não sei trecho decorado de livro (com exceção do Toda Mafalda, hihihihi) mas esse aqui acho lindo e forte e nem é de nehum livro super conhecido ou clássico:

“Como levou um tiro à queima-roupa ao mesmo tempo em que recebia um beijo, Rosario confundiu a dor do amor com a da morte.”  Rosario Tijeras – Jorge Franco

É o único que sei. Até anoto alguns trechos de vez em quando, mas perdi os que fiz de “Admirável Mundo Novo” e de “Memórias do Cárcere” Graciliano Ramos (por sinal, vou começar a fazer campanha porque um amigo que sumiu do mapa pegou o primeiro volume desse livro – capa de couro, coleção antiga – emprestado há 7 anos e não devolveu. Cheguei a encontrá-lo há uns 4 anos e ele lembrava do livro e disse que precisava me devolver, e depois ele sumiu do mapa. Ninguém sabe, ninguém viu. Mas não desisto, preciso desse livro). Vou tentar retomar esse hábito. Faz refletir e emocionar”.

ps: tô lendo agora Harry Potter e as Relíquias da Morte, na verdade tô relendo porque quero ver o filme com tudo fresquinho na cabeça. Costumo ler 3 livros ao mesmo tempo, mas tô me dedicando inteiramente à Harry. Quando acabar volto pra Farenheit 451 – Ray Bradbury e Shopaholic & Baby – Sophie Kinsella.

ps 2: não me julguem como fotógrafa por essas fotos, não tinha lente que pegasse o ângulo da estante fechadinho sem cortar os livros e eu não queria mostrar a bagunça do closet, além de que tô sem programa de edição nesse computer. =/