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mulher, cabelo, piada, TPM e blá blá blá

05/10/2010

Só uma mulher sabe o que significa o ato de cortar os cabelos. Pra a maioria é praticamente um ritual, pra outras (essas sortudas) é tão normal quanto trocar de roupa, né Amanda?! Mas pra qualquer uma, perder as forças como Sansão é o mínimo que acontece quando aquele corte não saiu como desejado. Sim, existe depressão pós-corte. Nunca deixei de sair de casa devido a um corte mal feito, mas nunca fui ousada nos cortes então não tinha como ficar ruim. Mas também bom não ficava, ficava normal.

Quando criança minha mãe mandava no meu corte de cabelo “chanel” – sempre, no máximo ele ficava no ombro. Acho que ela estava prevendo quantas vezes eu iria pegar piolho na vida (muitas! sangue doce. hoje são as muriçocas que me perseguem. mas tenho certeza que quando -e se – eu tiver um filho e ele pegar piolho, eu vou pegar também) e como seria trabalhoso passar o pente fino numa vasta cabelereira (já basta o volume que ele tem, ou ao menos que ele tinha). Mas quando criança meu cabelo era liso, bem liso, parecia uma índia com a franja na testa e o cabelo preto escorrido. Com a idade, os hormônios femininos e os sete anos de natação, meu cabelo foi ficando um tanto rebelde, sem jeito, e cada vez mais volumoso. O jeito era deixar ele grande pra o volume descer e amarrá-lo. Por esses motivos ganhei apelidos do irmão e da prima-irmã de Maria Bethânia, Alanis Morissette e Mãe D’água. Pessoas tão carinhosas…

Disse que nunca fui ousada (essa foi minha máxima ousadia) com o cabelo mas  já fiz mecha loura (sim!) e já fiz luzes vermelhas duas vezes, numa dessas meu cabelo ficou roxo. Mas só quando era adolescente, depois de véia o máximo que fiz foi cortar o cabelo chanel, sei lá o que deu em mim…calor de Recife? não! acredite, cabelo curto no calor incomoda muito mais porque não há a possibilidade de amarrar.

Mas esse post nem é pra falar do meu histórico capilar, pensei nisso porque de fato cortei meu cabelo (e cortei, como cortei. Minha mãe disse que eu tô sem cabelo, em comparação com antes, claro). Nem sei sobre o que esse post é pra falar (era melhor ter ficado calada então né?!) mas acabo tratando desse ritual feminino (apesar do meu corte ter sido completamente comercial, mas isso já é uma longa história).

A mulher corta o cabelo pra mudar, mas não pra mudar a aparência e sim pra mudar algo internamente (não tô falando de todas as mulheres, e nem tô falando que é sempre, afinal sempre damos aquela aparadinha básica pra tirar as pontas duplas). Um cansaço da mesmice, da rotina, vontade de mudar e de andar, de mover. Quando a mulher está cansada a primeira coisa que ela pensa é “vou cortar o cabelo” (cortar, pintar, fazer qualquer coisa na cabeça), a mudança é aparentemente externa, no entanto ela interniza esse momento, a transformação no cabelo é mais um marco e até mesmo uma marca de um tempo novo que virá. Um início de um curso, uma viagem, uma mudança de emprego, qualquer coisinha é de fato um motivo pra marcar com a mudança no cabelo. Ou não, é só um energético que ela toma pra ter pique pra continuar o que tem que ser feito. E quando acaba o namoro então? A fase de fim de luto é completamente percebida quando ela aparece com o cabelo diferente. Todo mundo repara, elogia e o que ela mais pensa é “tá vendo o que você perdeu?”. Já diziam os poetas do Hino da recuperação da dor de cotovelo.

Mas existem as pessoas que tem medo de cortar o cabelo, como eu. Mudo tanto de emprego, mas o cabelo não muda. É que demorei tanto a ficar satisfeita com o meu cabelo que ficava com medo de qualquer tesourinha. Tinta então? nem pensar! gosto dele assim, preto.  Mas por umas coisas loucas da vida você acaba fazendo e tá ai o resultado. Cabelo curto (médio né?!), duas franjas (como diria o cabelereiro “franjas sobrepostas”) e mechas louras por dentro. Nem parece Mariana, dirão uns e já estão dizendo outros. =P Ah, e nem acredito que cortei o cabelo enquanto estava de TPM, não é nunca uma boa opção. Mas pelo menos achei que ficou legal.

meu cabelo em julho de 2010

e agora!

Agora acho que já sei porque escrevi esse post completamente chato e sem sentido, tô de TPM. E nem me importa se você vai ler ou não. Afinal mulher de TPM serve pra isso né?! falar qualquer coisa e depois dizer. “dá um desconto, tô de TPM”. Eita bicho estranho.

ps: homens entendam que as mulheres tem TPM, e a gente entende que vocês não gostam de discutir relação.

ps2: e já que falei um monte de porcaria e você -homem- leu até aqui vai uma piadinha pra você rir.

Via: bucomania

Um casal de carro na estrada de Oiapoque/AP.
A mulher de repente vira-se e diz:
– Eu quero o divórcio. Estou tendo um caso com seu melhor amigo, ele é muito melhor na cama, e resolvi largar você e ficar definitivamente com ele.

O cara não diz nada, mas começa a acelerar o carro até os 80 Km/h. A mulher continua:
– E eu quero ficar com a casa, com a guarda das crianças e os cartões de crédito.

O cara continua calado e acelera até 100 Km/h. ela continua:
– E quero também o barco, a casa de campo e as jóias…

Ele chega a 120 Km/h ainda sem dizer nada. Ela vai em frente e diz:

– O título do clube, o dinheiro dos investimentos e o carro também.
130Km/h, 140 km/h… Como ele ainda não fala nada ela pergunta:
– E você? Não vai dizer nada?

Ele finalmente responde enquanto o carro vai chegando perto dos 150 km/h:
– Não, não quero nada. Tenho tudo que eu preciso…
E o que eu tenho, você NÃO tem e nunca terá.

Ela dá uma risadinha, olha pra ele e pergunta:
– É mesmu é bunitinho? E o que é que você tem hein?
Ele dá um sorriso, aponta o carro para uma árvore e responde:
– Airbag.


 

 

eu falo mal, tu falas mal, ele fala mal…falemos mal então.

17/09/2010

E ontem foi o VMB. E enquanto passava a premiação, não havia outro assunto a ser debatido no Twitter a não ser o quanto Hori, Restart, Cine e essas bandas de público alvo adolescente eram ruins e mesmo assim estavam faturando todos os prêmios.

Eu, inclusive, também falei mal.

Algumas semanas atrás foi o prêmio Multishow e as mesmas bandas faturaram vários deles (não vou aqui discutir a questão dos prêmios, da mídia e dos produtos de consumo. Deixa isso pra depois).

Mas é que hoje os comentários continuaram e achei bem interessante perceber vários pontos de vista. Gente falando mal das bandas, dos prêmios, das roupas e gente falando mal de quem fala mal das bandas. Gente falando mal da MTV e mesmo assim assistindo (pra ter o que falar, provavelmente, ou não), e gente falando mal das pessoas que estavam falando mal sobre a premiação e mesmo assim estavam assistindo.

Pontos de vistas iguais e pontos de vistas diferentes.Todo mundo achando que o seu comentário está abafando porque você tem o gosto musical extremamente rebuscado e que seus ouvidos só escutam coisa de primeira; e gente falando mal de quem fala mal das bandas se achando extremamente tolerante porque não acha a banda ruim (ou talvez até ache) mas um dia vai criticar (ou já criticou) alguém porque não gostou ou não entendeu o filme “X” de Godard ou de Buñuel (Buñuel quem?).

Acho que no fim das contas o que vale é isso mesmo. Falemos todos mal, falemos todos bem. O que importa é se expressar. Pra que todo mundo tem blog, site e ficam falando um monte de baboseira musical, literária, filosófica, e etc??? Pra expressar o seu gosto e sua opinião sobre diversos temas. Você por acaso vai indicar e falar no seu blog algo que você acha ruim? Provavelmente não.

Dá pra entender que as pessoas têm gostos diferentes, e que mesmo que ela seja tolerante pode falar mal de uma banda, filme, livro, ator e etc? Mas assim como ela fala mal da banda, você tem o direito também de falar mal da opinião dela que é falar mal da banda.

Como dizia o filósofo Voltaire “posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”.

Mas cheguei à outra conclusão: o ser humano é mesmo contraditório, e quanto mais a gente “cresce”, mais intolerante a gente fica. Afinal, eu gostava de Backstreet Boys, Dominó, Spice Girls (só pra começar a lista, se eu falar ela toda vocês me desrespeitam, seus intolerantes) quando era adolescente. Vai me dizer que eles eram melhores que Restart, Cine, Hori, NXZero e Fresno?

Ah, minha playlist de hoje tem Jorge Drexler, Kelvis Duran, Lady Gaga, Nação Zumbi, Caetano Veloso e otras cositas más. Posso?

ps: falar mal não significa desrespeitar hein galera?!

Mas já que esse assunto foi gerado a partir do VMB, quero constar que o melhor da premiação foi ver o Mombojó vestido assim:

papapa