# photography, i love u

01/08/2011

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Segunda-feira é dia de stopmotion, e não é por falta de vídeos legais (e obrigada a todos que lembram de mim com esse tipo de vídeo) mas hoje eu não vou postar um desse tipo, e sim um outro que me foi enviado por email numa dessas listas de discussão (e perdõem a falta de crédito, já apaguei o email há um uns dias e achar na lixeira vai ser complicado).

Nem preciso dizer que achei o vídeo massa, mas que deu muita (mas muita!) dor no coração ver esses equipamentos fotográficos amarrados, derrubados, jogados e etc. Só vendo pra entender!

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# por aí

24/07/2011

Nem sou de fazer post falando de lugares, bares, restaurantes e blá blá blá, mas toda vez que eu vou a um lugar muito legal e que estou com a câmera, a tendência é sair de lá com algumas dezenas de fotos e acabo nunca postando direito. Hoje tô em casa tratando algumas milhares de fotos e descansar um pouco do trabalho significa tratar outras dezenas de fotos, só que pessoais. Acabei “achando” aqui meus registros de uma viagem à Brasília em maio desse ano, e como já tô devendo mesmo as fotos pra minha cunhada resolvi mexer um pouco nelas. Lembrei então que tenho um monte de foto de um lugar bem bacana de lá, o Daniel Briand Pâtissier & Chocolatier. E resolvi então fazer um post à la Ideias de Fim de Semana e Comer, Ler, Viajar (blogs de duas queridas Anas, uma Anna e outra Anamaria).

Patissier Daniel Briand

Daniel Briand Pâtissier & Chocolatier

Daniel Briand Pâtissier & Chocolatier

Daniel Briand Pâtissier & Chocolatier

O lugar é todo lindo, agradável e a comida é boa, muito boa. Dá vontade de provar tudo do cardápio, isso é se você conseguir tirar os olhos dele, mas aí acho que já é uma mania minha de ficar olhando e paquerando todo o cardápio, com vontade de comer tudo e com curiosidade nas coisas diferentes que o bar/ restaurante proporciona. Pra ter uma noção, eu nem gosto de amêndoas e nem de doce, mas o croissant de amêndoas tava uma coisa de outro mundo, bem que meu irmão mandou eu deixar de ser fresca e provar. Provado e aprovado!

Crocque Monsieur

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Quando já tínhamos pedido a conta vimos um dos garçons levando à uma mesa uma bebida rosa, com gelo no copo, linda, daquelas de dar água na boca. Eu, meu irmão e minha cunhada não nos contemos e perguntamos ao garçom que bebida era aquela, era um chá gelado de rosas com frutas que provarei da próxima vez que for.

Daniel Briand Pâtissier & Chocolatier

SCLN 104, bloco A, loja 26

Asa Norte – Brasília – DF (61) 3326-1135

# eu sou gay

07/07/2011

E saiu o vídeo do projeto #eusougay. Acabei não mandando a foto, uma coisa e outra e acabei não fazendo. =/De qualquer forma, segue abaixo o vídeo, que ficou lindo. Vamos espalhar. E mais do que divulgar o vídeo, vamos promover igualdade entre pessoas de qualquer raça, opção sexual, sexo, classe social, etc.

Essa foto acima são dos avós de Flora Pimentel, fotográfa daqui de Recife, e foi a que eu achei mais bonita. Já tinha visto a foto em alguma rede social de Flora antes de sair o vídeo. Na foto anterior a essa, no vídeo, aparece ela e sua família.

# música do dia

06/07/2011

Acho essa música muito foda. Em cima o clipe, embaixo uma versão de estúdio com High Priest, Mamelo Sound Sistem, Nação Zumbi, Guilherme (Hurtmold) e DJ Raedawn.

Mamelo Sound System

 

Zulu/Zumbi – Mamelo Sound System

A história se inicia num momento bem distante
do tempo atuante, num cenário em que elefantes
mamutes e mutantes, eram coadjuvantes
Mas pra ser preciso, preciso citar o exato instante:
foi na primeira vez que um africano tocou tambor
lançou o rítimo da batida ancestral
Que tal? Tamo ai até hoje o orador e mais
o produtor da percussão digital
Pois em algum ponto além do mar azul
entre o sul do Bronx e a África do Sul
foi forjada a fundação da Nação Zulu
Aqui nasceu, Nação Zumbi, maracatu
com manobras de b-boy original, não tem igual
além disso posso comentar com critério
na alfaia Jorge Du Peixe, Lucio Maia mixado
ao Mamelo, fala sério, Zumbi Zulu, Mistério.
Zumbi, Zulu, Zulu, Zumbi, Zumbi, Zulu
Zulu, Zumbi!

Achei meu OM, meu OM é o som, como spray ou crayon
é o que dá cor, é o que dá tom
Achei meu OM, meu OM é o som, OMMM…
Explosão sucita de verdade profunda, não afunda
e quando você cai em si, já tá mechendo a bunda
a mão já tá no céu, se libertando do breu
em contato de primeiro grau, com a essência do seu eu
É seu, todo rítimo que se torna íntimo
poesia extensão de mim que já não é minha
Música pra ouvir com amigas, música pra ouvir sozinha
música pra ouvir mil watts, e pra ouvir baixinha
Somos de tribos extintas, que se pintavam com tinta
batiam o pé no chão, a mão na outra mão
a mão no tambor, e seja como for…
Salve a verdadeira música de louvor!

A céu aberto e sem limites, só com o crayon
mais uma interação certeira já no bom tom
E o colado na emenda que nem deflon
todos os nervos atrelados a serviço do som
Motor movido a uma orquestra no ouvido
e nunca se surbina num sonido
umbilical mas sem enfeite no umbigo
lançado o sub-som no gosto pelo enfinito
Olhar bem alto a torre cheia de falantes
gritando até o amanhecer, fazendo o antes
tocando a voz no rec/play, no diamante
vejo fios e raizes la no horizonte
E o grave levantando o chão com num vôo razante
Mamelo e Nação Zumbi fazendo o levante:
Zum-zum-zum-zum-zum-zum-zum-zum-Zumbi-Zumbi

 

# stop motion, i love u

20/06/2011

Dica de Pat . =]

# a tattoo que eu queria ter feito

31/05/2011

 

Porque eu gosto de bichos estranhos que são fofinhos. Acho que herdei isso do meu brother que tem uma coleção de bichos estranhos em artesanato que carinhosamente chamamos de bestafera.

# stop motion, i love u

30/05/2011

Antes que me atirem pedra e me xinguem eu digo logo que sei que a técnica que foi feita esse vídeo não foi o stopmotion. Apesar de ser muito parecido e confundido com o stopmotion, este vídeo foi feito com time-lapse que é uma técnica cinematográfica de manipulação lenta. Como eu não ia mudar o nome da seção (“time-lapse, i love u”) eu o coloquei aqui mesmo. Geralmente não tenho muita paciência pra ver esse tipo de vídeo, mas achei esse realmente belíssimo. Meu irmão foi quem me indicou e no outro dia o Érico comentou aqui no blog e me deixou de presente o mesmo vídeo.

# música do dia

30/05/2011

“Hoje eu acordei com saudades do mundo…”

* Quinta-feira – 02 de junho – Ortinho e Tulipa Ruiz – Clube das Pás – Recife

Ortinho – myspace

Tulipa Ruiz – myspace / twitter  / blog

# minha estante – por Alex Luna

23/05/2011

Esse é o primeiro post da seção #minha estante que o De Bubuia faz em parceria com o Menos um Na Estante. Logo que convidei Márcia Lira pra mostrar sua estante ela só não topou no ato como disse que queria ter tido essa ideia pro Menos Um. Logo pensei que a gente poderia fazer uma parceria, já que ambas somos loucas por leituras, livros, estantes, etc e convenhamos esse post realmente é a cara do Menos Um. Então segue abaixo a estante do Alex Luna (prazer Alex!).

ps: é por isso que gosto tanto de trocar ideias sobre os hábitos de leituras das pessoas, sempre podemos aprender e refletir sobre isso.

# Minha Estante – por Alex Luna (e aqui vai o texto de Márcia pro Menos Um na Estante na integra)

Quando Mari me chamou pra participar de uma seção do blog dela, o de bubuia na bubuia, chamada “minha estante”, eu adorei. Era uma ideia que eu queria ter tido para o Menos um. Então ela propôs que fizéssemos juntas, convidando as pessoas e linkando os depoimentos de um blog para o outro. Só que eu nunca tinha convidado ninguém.

Até que o Alex Luna, mais conhecido como Tarrask, que é publicitário e tem ideias bem legais (vide o blog The Worst Kind of Thief – adoro esse nomne!), estava contando no Twitter como a biblioteca dele estava se tornando virtual. Isso me despertou vontade de convidá-lo pra inaugurar a seção aqui e ele topou na hora. Mandou um texto que vale cada parágrafo, uma defesa pragmática dos e-books, observações sobre o presente futuro dos livros em papel. O Menos um na estante agradece :)
Livros lidos entre 1998 e 2004, aproximadamente

Meu nome é Alexandre e eu sou viciado em ler. Desde muito pequeno, sempre tive muitos livros em casa. Na pré-adolescência, meu pai me levava a sebos, onde eu despejava dezenas de livros lidos e trazia outras dezenas novas para casa. Há uns dez anos, comecei a anotar a quantidade de livros não-profissionais que eu leio. No meu ano mais profílico, passei dos 80.

Ontem, eu tive que fazer um largo trajeto de trem. Uma hora de ida, outra de volta. Situação perfeita para pegar um livro novo e começar a leitura no caminho. Se tivesse menos de 200 páginas, eu provavelmente acabá-lo-ia.

Aí eu descobri que não tinha absolutamente nenhum livro de papel não lido em casa, pela primeira vez desde que consegui ler uma placa que dizia Mimo do Céu, numa feira-livre. Um frio me correu pela espinha. Será que eu já tinha lido tudo? Será que os clássicos acabaram e agora eu só teria que repetir? Será que eu passaria ao outro vício, uma droga pior ainda?

Não era isso. Foi o resultado de um ano praticamente sem comprar nenhum livro de papel.

Vamos queimar a Biblioteca de Alexandria com Umberto Eco dentro

Durante 2010, descobri três grandes vantagens de ser leitor compulsivo e ter um leitor de livros eletrônicos.

# Vantagem 1: grana

Quando comprei um iPad, justifiquei a compra com o argumento profissional, estar atualizado, saber pra quê serve o troço. Também porque é um ótimo aparelho pra quem viaja e precisa estar online o tempo todo (e eu preciso ler o tempo todo, senão murcho). Mas a justificativa financeira é melhor: durante o ano passado, o que eu não comprei em livros foi menos do que eu investi no iPad.

Livros, gibis e feeds, muitos feeds

# Vantagem 2: a disponibilidade de obras

Ao contrário do que dizem os puristas, a galera que diz que o livro vai acabar, yadda yadda, num Kindle é mais fácil ler Shakespeare ou Camões. Você tem dicionário e referências disponíveis na hora (e se você lê esses classicões sem referências, parabéns, é gênio ou tolo, provavelmente o segundo). Aliás, centenas de milhares de títulos estão ali, disponíveis para ler. Pensamos que nem todo livro está disponível em formato digital (não existe NENHUMA gramática da língua portuguesa disponível para a venda, vergonha das editoras luso-brasileiras) mas a quantidade de títulos é suficiente para saciar a minha voracidade de leitura e ainda sobra.

Ganhei o Graveyard Book, de deus Gaiman, e depois de lê-lo, comecei a ler O Livro das Selvas. Com um clique. Li em algum lugar uma referência a um conto de Tchecov, encontrei nos livros que já tinha baixado. Comprei e li o novo livro do Seth Godin. Adoro grifar e sublinhar frases e trechos, e logo depois da leitura, já tinha disponível no computador os meus próprios comentários, simplificando o processo de escrita do post-resumo do livro.

Só é difícil encontrar coisas em português

# Vantagem 3: transporte

De todas as mudanças que eu fiz na vida, esta talvez é a mais fácil. A grande maioria dos meus livros está numa estante na casa da minha mãe. São todos os que eu comprei e não emprestei até vir morar na Espanha, e mais uma ou duas malas de livros que eu já levei em outras viagens. Agora, só vou levar uma caixa, pequena, com os que pretendo usar em algum projeto, e o iPad.

Os poucos livros que vão acompanhar a última mudança

Desvantagens existem no paraíso digital?

Dá pra procurar desvantagem em tudo. Vi uma palestra do Umberto Eco, quando estava lançando O Cemitério de Praga, e fiquei com muita vontade de lê-lo. Infelizmente, por questões de reserva de mercado, a versão eletrônica ainda não foi publicada. Como o livro foi diagramado num computador, podemos dizer que por decisão editorial. Ainda há muita gente lutando contra os livros digitais. Vamos chamá-las de MPAA editorial.

Se você só lê em português, é mais difícil encontrar coisas boas. O Brasil está há uns cinco anos de distância do mercado dos EUA.

Muita gente diz que tem fetiche pelo cheiro do papel. Outros, que não dá pra matar barata no banheiro. Outros que vão ficar com dor de cabeça. Se você pensar bem direitinho, é tudo desculpa. Um livro é um objeto físico tão desajeitado e incômodo como um vinil. Possui os mesmos chiados, a dificuldade de fazer uma errata, de fazer uma consulta, um índice inteligente, etc.

Saudosistas sempre existirão, mas ler em papiro, que é bom, ninguém quer.

Depois do livro eletrônico, vamos queimar a estante?

Será que só eu penso que Farenheit 451 não é sobre papel, mas sobre ideias? Se você vai ao teatro e vê Romeu e Julieta, continua sendo Shakespeare. Não importa se é papel, papiro ou e-ink, Platão continua falando sobre cavernas e o Cântico dos Cânticos continua sendo um livro erótico.

Hoje, tenho livros em papel, outros na minha conta do Kindle, comprados ou baixados gratuitamente, e também no iBooks, o programinha do iPad para a leitura de materiais digitais. Continuo emprestando, dando, trocando, comprando e vendendo. Publiquei meu livro em papel e em digital, e quem quiser, lê do jeito que quiser.

Como usuário, hoje, prefiro comprar um livro eletrônico, exceto se for um livro de fotografia. Gosto mais de hipertexto que de texto. Preferência pessoal.

Se você quer continuar andando de tílburi, enviando uma carta para o catálogo que veio no jornal para encomendar livros de papel e lê-los à luz de velas na sala enquanto escuta a pianola ou o vinil, fique à vontade.

Apêndice

Depois de escrever o texto anterior, comprei os 4 volumes da Jogo de Tronos, versão digital. Preço: 4 pelo preço de 2. Aqueles livros de fantasia, mil e cacetada páginas cada um. Sério, dá vontade de reler O Senhor dos Anéis. A primeira vantagem óbvia é a leveza. Ler livrões de bilhões de páginas é o primeiro exercício que um nerd faz. Agora é moleza. Além disso, dá pra levar a coleção inteira. Viajei durante a semana, e durante o voo, espera em aeroporto, noite e tal, consegui ler um livro e meio, simplesmente porque sempre tinha disponível algo.

A outra vantagem, que parece besta, mas para quem lê em outra língua é genial, é a facilidade de consultar o dicionário. Você pode se achar mega-bilíngue, 20 anos de Cultura Inglesa e o escambau, e mesmo assim não sabe o que raios é um auroch (é uma espécie de boi medieval, que está extinto desde 1624). No livro normal, você não pára e consulta o dicionário, né? Aliás, você pode até continuar lendo, porque o dito boi só aparece no livro sendo devorado em banquetes e festins reais. Mas é muito mais gostoso consultar o dicionário simplesmente botando o dedo em cima. Sério.

Uma desvantagem, pra vocês não acharem que eu sou só elogios, é saber quantas páginas eu li. Como você pode configurar o texto para qualquer tamanho, a medida de palavras por página fica relativa, e você não consegue saber direito quantas páginas faltam para acabar o capítulo ou o livro, já que eu comprei uma versão que são quatro obras no mesmo arquivo. Mas pelo descontão que eu tive, acho que valeu a pena.

# música do dia

19/05/2011

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