Archive for the ‘palavra enclausurada no papel’ Category

# Indico – Literatura

08/05/2012

Eita que isso aqui tá cheio de poeira!!!! A vida tá corrida e ando um pouco sem tempo pra postar aqui (e nem consigo mais pesquisar minhas tattos queridas que tanto vocês gostam de ver…só pra constar, nem o último #minhaestante foi pro ar. absurdo gente! absurdo! coitado do Tiago Guillen) mas como quem é vivo sempre aparece, eu estou aqui!

Tava organizando uns papéis meus e descobri umas antigas anotações que eu achava que estavam perdidas. Eram umas frases copiadas de livros que li, não de todos, mas de alguns que tinham algo a dizer. rs! E fui imediatamente colocá-las no meu caderninho de frases. Sim, eu tenho um, comecei a copiar coisas de livros/ filmes que achava interessante aos 17 anos, mas passei um bom tempo sem fazê-lo, mas há uns anos tenho retomado o hábito. Só pra homenagear e deixar registrado, foi um hábito que adquiri com uma professora de redação, Rosário Sá Barreto, devo muito à essa mulher. Com ela eu aprendi a pensar, simplesmente isso!

Eu e meu caderno. Não, não é um moleskine. Comprei só pela estampa mesmo e não por ser uma imitação de um.

Quando fui passar as frases das folhas antigas no caderno, tornei a lê-lo e revi anotações minhas de um livro maravilhoso (do qual eu já queria ter falado aqui há muito tempo) chamado Fahrenheit 451, escrito por Ray Bradbury. Talvez muitos já tenham visto o filme, de mesmo nome, do Truffaut (eu não vi ainda, toda vez eu pego pra ver, mas nunca assisto!).

Não sou muito de ler ficção científica, mas desde que li Admirável Mundo Novo (se é que se pode resumir esse livro a um gênero), que leio livros parecidos. 1984 (George Orwell), Não verás país nenhum (Ignácio Loyola de Brandão), Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 foi escrito em 1953 e descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. Os bombeiros tem como atividade queimar os livros que são encontrados. Até que um dia, um dos bombeiros, Montag, conhece uma menina e começa a questionar sua profissão e a sociedade. E o resto… é melhor você ler! =]

Poderia falar muitas coisas sobre esse livro, mas já são 2h30 da madruga e eu não quero fazer mais spoiled do que os que já farei. Então só pra aguçar a curiosidade dá uma lidinha nesses trechos que eu coloco logo abaixo (são os que estão no meu caderninho ; )

Ah, e como pode ser ruim um livro que fala sobre livros?  E o melhor é que a única edição brasileira vendida atualmente é uma versão de bolso, ou seja, baratinha, baratinha. É muito amor! =]

‘Deve haver alguma coisa nos livros, coisas que não podemos imaginar, para levar uma mulher a ficar numa casa em chamas; tem que haver alguma coisa. Ninguém se mata a troco de nada’

‘Deixar você em paz! Tudo bem, mas como eu posso ficar em paz? Não precisamos que nos deixem em paz. Precisamos realmente ser incomodados de vez em quando. Quanto tempo faz que você não é realmente incomodada? Por alguma coisa importante, por alguma coisa real?’

‘Todos devemos ser iguais. Nem todos nasceram livres e iguais, como diz a Constituição, mas todos se fizeram iguais. Cada homem é a imagem de seu semelhante e, com isso, todos ficam contentes, pois não há nenhuma montanha que os diminu, contra a qual se avaliar. Isso mesmo! Um livro é uma arma carregada na casa vizinha. Queime-o. Descarregue a arma. Façamos uma brecha no espírito do homem. Quem sabe quem poderia ser alvo do homem lido?’

‘Você precisa entender que nossa civilização é tão vasta que não podemos permitir que nossas minorias sejam transtornadas e agitadas’

‘Será porque estamos nos divertindo tanto em casa que nos esquecemos do mundo? Será porque somos tão ricos e o resto do mundo tão pobre e simplesmente não damos a mínima para sua pobreza? Tenho ouvido rumores; o mundo está passando fome, mas nós estamos bem alimentados. Será verdade que o mundo trabalha duro enquanto nós brincamos? Será por isso que somos tão odiados?’

‘Eu não falo de coisas, senhor. Falo do sentido das coisas. Sento-me aqui e sei que estou vivo’

‘Os livros servem para nos lembrar quanto somos estúpidos e tolos. São o guarda pretoriano de César, cochichando enquanto o desfile ruge pela avenida: – Lembre-se, César, tu és mortal. A maioria de nós não pode sair correndo por aí, falar com todo mundo, conhecer todas as cidades do mundo, não temos tempo, dinheiro ou tantos amigos assim. As coisas que você está procurando, Montag, estão no mundo, mas a única possibilidade que o sujeito comum terá de ver noventa e nove por cento delas está num livro’

‘Se você esconder sua ignorância, ninguém lhe baterá e você nunca irá aprender’

‘Tudo está bem quando tudo acaba bem’

Diga aí, se não vale a leitura?! Tão antigo e tão atual. Indico!

ps: acabei de ver que esse livro tá esgotado! =O então vai na biblioteca, pede emprestado, vai em sebo, troca com alguém, mas não deixa de ler hein?! de qualquer forma daqui a pouco ele volta a ser editado, tenho certeza! ; )

# stop motion, i love u

11/01/2012

E esse post é uma mistura de ‘stop motion, i love u’ com ‘minha estante’ =] Quem me indicou foi Mateus Lima, praticamente um colaborador deste pequeno blog. Achei lindo e fofo! Mas confesso que me deu um pouco de agonia só em imaginar o processo para fazer esse vídeo. Muitos livros fora do lugar, SOCORRO! Quem já trabalhou em livraria sabe do que tô falando. Acho que eles aproveitaram o dia do inventário pra fazer esse vídeo. Só pode! Rs!

# minha estante – por Alex Luna

23/05/2011

Esse é o primeiro post da seção #minha estante que o De Bubuia faz em parceria com o Menos um Na Estante. Logo que convidei Márcia Lira pra mostrar sua estante ela só não topou no ato como disse que queria ter tido essa ideia pro Menos Um. Logo pensei que a gente poderia fazer uma parceria, já que ambas somos loucas por leituras, livros, estantes, etc e convenhamos esse post realmente é a cara do Menos Um. Então segue abaixo a estante do Alex Luna (prazer Alex!).

ps: é por isso que gosto tanto de trocar ideias sobre os hábitos de leituras das pessoas, sempre podemos aprender e refletir sobre isso.

# Minha Estante – por Alex Luna (e aqui vai o texto de Márcia pro Menos Um na Estante na integra)

Quando Mari me chamou pra participar de uma seção do blog dela, o de bubuia na bubuia, chamada “minha estante”, eu adorei. Era uma ideia que eu queria ter tido para o Menos um. Então ela propôs que fizéssemos juntas, convidando as pessoas e linkando os depoimentos de um blog para o outro. Só que eu nunca tinha convidado ninguém.

Até que o Alex Luna, mais conhecido como Tarrask, que é publicitário e tem ideias bem legais (vide o blog The Worst Kind of Thief – adoro esse nomne!), estava contando no Twitter como a biblioteca dele estava se tornando virtual. Isso me despertou vontade de convidá-lo pra inaugurar a seção aqui e ele topou na hora. Mandou um texto que vale cada parágrafo, uma defesa pragmática dos e-books, observações sobre o presente futuro dos livros em papel. O Menos um na estante agradece :)
Livros lidos entre 1998 e 2004, aproximadamente

Meu nome é Alexandre e eu sou viciado em ler. Desde muito pequeno, sempre tive muitos livros em casa. Na pré-adolescência, meu pai me levava a sebos, onde eu despejava dezenas de livros lidos e trazia outras dezenas novas para casa. Há uns dez anos, comecei a anotar a quantidade de livros não-profissionais que eu leio. No meu ano mais profílico, passei dos 80.

Ontem, eu tive que fazer um largo trajeto de trem. Uma hora de ida, outra de volta. Situação perfeita para pegar um livro novo e começar a leitura no caminho. Se tivesse menos de 200 páginas, eu provavelmente acabá-lo-ia.

Aí eu descobri que não tinha absolutamente nenhum livro de papel não lido em casa, pela primeira vez desde que consegui ler uma placa que dizia Mimo do Céu, numa feira-livre. Um frio me correu pela espinha. Será que eu já tinha lido tudo? Será que os clássicos acabaram e agora eu só teria que repetir? Será que eu passaria ao outro vício, uma droga pior ainda?

Não era isso. Foi o resultado de um ano praticamente sem comprar nenhum livro de papel.

Vamos queimar a Biblioteca de Alexandria com Umberto Eco dentro

Durante 2010, descobri três grandes vantagens de ser leitor compulsivo e ter um leitor de livros eletrônicos.

# Vantagem 1: grana

Quando comprei um iPad, justifiquei a compra com o argumento profissional, estar atualizado, saber pra quê serve o troço. Também porque é um ótimo aparelho pra quem viaja e precisa estar online o tempo todo (e eu preciso ler o tempo todo, senão murcho). Mas a justificativa financeira é melhor: durante o ano passado, o que eu não comprei em livros foi menos do que eu investi no iPad.

Livros, gibis e feeds, muitos feeds

# Vantagem 2: a disponibilidade de obras

Ao contrário do que dizem os puristas, a galera que diz que o livro vai acabar, yadda yadda, num Kindle é mais fácil ler Shakespeare ou Camões. Você tem dicionário e referências disponíveis na hora (e se você lê esses classicões sem referências, parabéns, é gênio ou tolo, provavelmente o segundo). Aliás, centenas de milhares de títulos estão ali, disponíveis para ler. Pensamos que nem todo livro está disponível em formato digital (não existe NENHUMA gramática da língua portuguesa disponível para a venda, vergonha das editoras luso-brasileiras) mas a quantidade de títulos é suficiente para saciar a minha voracidade de leitura e ainda sobra.

Ganhei o Graveyard Book, de deus Gaiman, e depois de lê-lo, comecei a ler O Livro das Selvas. Com um clique. Li em algum lugar uma referência a um conto de Tchecov, encontrei nos livros que já tinha baixado. Comprei e li o novo livro do Seth Godin. Adoro grifar e sublinhar frases e trechos, e logo depois da leitura, já tinha disponível no computador os meus próprios comentários, simplificando o processo de escrita do post-resumo do livro.

Só é difícil encontrar coisas em português

# Vantagem 3: transporte

De todas as mudanças que eu fiz na vida, esta talvez é a mais fácil. A grande maioria dos meus livros está numa estante na casa da minha mãe. São todos os que eu comprei e não emprestei até vir morar na Espanha, e mais uma ou duas malas de livros que eu já levei em outras viagens. Agora, só vou levar uma caixa, pequena, com os que pretendo usar em algum projeto, e o iPad.

Os poucos livros que vão acompanhar a última mudança

Desvantagens existem no paraíso digital?

Dá pra procurar desvantagem em tudo. Vi uma palestra do Umberto Eco, quando estava lançando O Cemitério de Praga, e fiquei com muita vontade de lê-lo. Infelizmente, por questões de reserva de mercado, a versão eletrônica ainda não foi publicada. Como o livro foi diagramado num computador, podemos dizer que por decisão editorial. Ainda há muita gente lutando contra os livros digitais. Vamos chamá-las de MPAA editorial.

Se você só lê em português, é mais difícil encontrar coisas boas. O Brasil está há uns cinco anos de distância do mercado dos EUA.

Muita gente diz que tem fetiche pelo cheiro do papel. Outros, que não dá pra matar barata no banheiro. Outros que vão ficar com dor de cabeça. Se você pensar bem direitinho, é tudo desculpa. Um livro é um objeto físico tão desajeitado e incômodo como um vinil. Possui os mesmos chiados, a dificuldade de fazer uma errata, de fazer uma consulta, um índice inteligente, etc.

Saudosistas sempre existirão, mas ler em papiro, que é bom, ninguém quer.

Depois do livro eletrônico, vamos queimar a estante?

Será que só eu penso que Farenheit 451 não é sobre papel, mas sobre ideias? Se você vai ao teatro e vê Romeu e Julieta, continua sendo Shakespeare. Não importa se é papel, papiro ou e-ink, Platão continua falando sobre cavernas e o Cântico dos Cânticos continua sendo um livro erótico.

Hoje, tenho livros em papel, outros na minha conta do Kindle, comprados ou baixados gratuitamente, e também no iBooks, o programinha do iPad para a leitura de materiais digitais. Continuo emprestando, dando, trocando, comprando e vendendo. Publiquei meu livro em papel e em digital, e quem quiser, lê do jeito que quiser.

Como usuário, hoje, prefiro comprar um livro eletrônico, exceto se for um livro de fotografia. Gosto mais de hipertexto que de texto. Preferência pessoal.

Se você quer continuar andando de tílburi, enviando uma carta para o catálogo que veio no jornal para encomendar livros de papel e lê-los à luz de velas na sala enquanto escuta a pianola ou o vinil, fique à vontade.

Apêndice

Depois de escrever o texto anterior, comprei os 4 volumes da Jogo de Tronos, versão digital. Preço: 4 pelo preço de 2. Aqueles livros de fantasia, mil e cacetada páginas cada um. Sério, dá vontade de reler O Senhor dos Anéis. A primeira vantagem óbvia é a leveza. Ler livrões de bilhões de páginas é o primeiro exercício que um nerd faz. Agora é moleza. Além disso, dá pra levar a coleção inteira. Viajei durante a semana, e durante o voo, espera em aeroporto, noite e tal, consegui ler um livro e meio, simplesmente porque sempre tinha disponível algo.

A outra vantagem, que parece besta, mas para quem lê em outra língua é genial, é a facilidade de consultar o dicionário. Você pode se achar mega-bilíngue, 20 anos de Cultura Inglesa e o escambau, e mesmo assim não sabe o que raios é um auroch (é uma espécie de boi medieval, que está extinto desde 1624). No livro normal, você não pára e consulta o dicionário, né? Aliás, você pode até continuar lendo, porque o dito boi só aparece no livro sendo devorado em banquetes e festins reais. Mas é muito mais gostoso consultar o dicionário simplesmente botando o dedo em cima. Sério.

Uma desvantagem, pra vocês não acharem que eu sou só elogios, é saber quantas páginas eu li. Como você pode configurar o texto para qualquer tamanho, a medida de palavras por página fica relativa, e você não consegue saber direito quantas páginas faltam para acabar o capítulo ou o livro, já que eu comprei uma versão que são quatro obras no mesmo arquivo. Mas pelo descontão que eu tive, acho que valeu a pena.

# minha estante – por Geraldo Fraga

07/04/2011

Geraldo Fraga é jornalista, mas não foi a partir de seu ofício que o conheci. Mais um cliente super assíduo (gente, quando eu falo cliente assim parece até outra coisa né?! vixe!) da livraria em que eu trabalhava. Viciado em HQ e filmes, era só chegar perto dele e de Maurinho pra ter certeza que eles estavam falando desses assuntos, e falavam viu!?  Devo ter conhecido ele pela minha tattoo de Mafalda ou porque toda vez que eu chegava nos dvd’s ou na revistaria tava lá o danado. E como gente boa atrai gente boa (que propaganda da minha pessoa. mas eu sou gente boa, digo logo e Gera também) conheci Geraldo.

Logo o convidei a participar do # minha estante, e sinceramente achei o máximo quando recebi suas fotos. A estante do danado é uma bagunça organizada (falei organizada pra diminuir minha culpa de estar chamando a estante dos outros de bagunça). Ele com certeza se acha por alí, mas a gente não consegue ver os títulos dos livros que ele tem. Acho que isso foi uma estratégia pra ninguém pegar nenhum livro emprestado. Não dá pra identificar quase nada. Só um livro de Saramago mais a vista no canto direito da foto, no mais a gente tem que acreditar no que ele fala. O que eu achei massa quando recebi o email de Geraldo é que a gente pode ver qualquer tipo de estante, e a pessoa não é menos leitora por isso. Afinal, de que adianta uma estante toda arrumadinha se os livros não chegam nem a ser usados? Melhor uma bagunçada em que os livros desempenham o seu papel de fato.

 

# minha estante – por Geraldo Fraga

É nessa zona aí que eu guardo meus únicos tesouros. Como diz aquela canção do Planet Hemp: Tudo que eu tenho são meus livros e discos. A maioria dos exemplares é de histórias em quadrinhos, estilo literário que mais me inspira. Temos desde os clássicos do terror, Sandman, Preacher, Hellblazer e Heavy Metal; até coisas mais singelas e fofas como a coleção quase completa de Calvin e Haroldo.

Colecionar quadrinhos é um vício desgraçado. Só quem curte consegue entender a fixação que os fãs têm por seus artistas preferidos.

Inclusive a maioria dos meus livros, de literatura propriamente dita, são de Neil Gaiman, famosos autor de quadrinhos. Deuses Americanos, primeiro romance dele, e esgotado nas livrarias, pode ser considerado o Santo Graal da minha coleção. Junto, é claro, com A Voz do Fogo de Alan Moore, um dos melhores livros de literatura fantástica já escritos.


Tem também um monte de fantasia, como a trilogia do Senhor dos Anéis e o exemplar com a coleção completa das Crônicas de Nárnia. Terror tem de bóia com Stephen King e Anne Rice, que são clichês, mas são bons. Ainda tem um espaço para Charles Dickens, Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft. Na rabeira, ali no canto inferior direito, tem Caim de José Saramago, que foi minha última aquisição e que ainda está em fase de leitura.

ps: a maioria dos livros fica dentro de sacos e embalagens porque tenho um pequeno problema com poeira em meu quarto.


Geraldo Fraga é jornalista, autor do livro Histórias que nos Sangram (que eu ainda não li) e do blog Infernorama.

# minha estante – por Márcia Lira

03/02/2011

Lucas Lima é uma pessoa muito querida, e vez ou outra no twitter rolava uma campanha fofíssima chamada “eu amo @marcialira”. Essa campanha era forte. Guardanapos, declarações, fotos, todas as maneiras de declarações possíveis eram feitas. Eu pensava cá com os meus botões: “owww, essa pessoa deve ser fofíssima, porque se Luquinhas (fofíssimo à décima potência) acha, é porque é. Eu tenho essa lógica, pessoas legais só gostam de pessoas legais. Ás vezes me engano, mas tudo bem, enfim…esse realmente não é o caso.

Mesmo ouvindo falar tanto de Márcia não a conhecia, nem virtualmente, até que por um link no blog de Lucas acabei batendo no blog dela e me apaixonei. O nome do blog, temática, foto, contéudo, tudo lindo. Tem como ser ruim um blog que fala de livros e literatura? difícil né?! Não lembro se da primeira vez que eu vi seu blog eu já estava com essa ideia do #minhaestante na cabeça, mas uma vez que a seção foi pro ar e conheci o Menos um na estante eu só pensava que tinha que convidar Márcia pra postar sua estante. Mas não a conhecia, fiquei com vergonha e fiquei na minha. Até que um dia acabamos nos falando devido à essas coisas de blogs e foi a deixa para que eu pudesse convidá-la, e ela aceitou, e eu achei o máximo. Gostei ainda mais quando vi algumas coincidências, como ler mais livros emprestados que comprados, e o livro querido do Huxley ser um dos que mais marcou na vida. Admirável Mundo Novo realmente tem esse poder. Então vamos à estante!

# minha estante – por Márcia Lira

Quando alguém cria um blog chamado Menos um na estante, a primeira impressão deve ser a de que o blogueiro tem um daqueles móveis abarrotado de livros, do chão ao teto. Pura fantasia. A minha estante, coitada, é bem tímida, mas é um cantinho especial. Ou melhor, é a minha bomba-relógio particular, prestes a me causar os sentimentos mais inesperados ou a realizar pequenas mudanças. Tudo isso do fundo da minha poltrona.

Então, fiquei lisonjeada quando Mari me chamou para participar desta seção, e nem hesitei já que a minha estante é novinha em folha. Como acabei de me mudar, ela ainda brilharia se brilhante fosse. Toda compartimentada, a maior parte dela ainda não foi lida. É que muitas das leituras da minha vida foram de livros emprestados por amigos, namorado, biblioteca do colégio/ faculdade ou por clubes do livro.

Não tem problema, porque eu tenho pouco do melhor no quarto: Jorge Luís Borges, Gabriel Garcia Marquez, Vargas Llosa, Hemingway, Italo Calvino, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Lygia Fagundes Telles, Murilo Rubião. Um dos livros que mais me marcaram foi Admirável Mundo Novo, do Aldous Huxley, não só por eu gostar do estilo ficção científica. É que eu acho que uma das coisas mais grandiosas que uma obra pode fazer por uma pessoa é apresentar um novo modo de ver a vida, e Huxley fez isso comigo.

Como toda mulher, eu amo Clarice Lispector. Inclusive, tenho o maior apego a um A Paixão Segundo GH, que eu comprei num sebo e veio com coisas lindas escritas dentro por desconhecidos. Foi do amigo Beto para Tucci, em 1982. Eu adoro viajar na mensagem, que diz coisas como: “Serás jovem enquanto te conservares receptivo ao que é belo, bom, grande. Receptivo às mensagens da natureza, do homem, do infinito. E se um dia teu coração for atacado pelo pessimismo e corroído pelo cinismo, que Deus então, se compadeça de tua alma de velho”.

Um autor pouco conhecido que eu recomendo para todo mundo é Fernando Portela, que sabe colocar as palavras exatamente onde elas deveriam estar. Também aprecio demais a literatura fantástica, seja mais grosseira ou sutil, e aí tenho boas expériências com Lygia e Murilo Rubião. Uma das minha metas é ler uns clássicos como Dostoiévski, pois a verdade é que eu sou uma  iniciante no mundo da literatura. A paixão é que é grande.

Agora, eu estou sendo surpreendida por uma coletânea de contos chamada Tempo Bom, lançada com renda revertida para as vítimas das chuvas do interior de Pernambuco, no ano passado. Tenho gostado, pois estou conhecendo autores que talvez passassem despercebidos: Rinaldo de Fernandes, Ronaldo Correia de Brito, Gustavo Rios, só para citar alguns.

Ah, as lembrancinhas de viagens, especialmente a bonequinha argentina que fica pendurada, dão um toque especial aos livros.

Márcia Lira é jornalista, trabalha com mídias sociais e é apaixonada por livros, cinema, tecnologia, fotografia e pessoas – numa ordem variável. Escreve no Menos um na estante e deixa a gente atualizado desse mundo mágico dos livros pelo twitter e facebook do blog. Vai lá dar uma olhada, aproveita aperta o follow e o curtir. Ah, e é editora do blog Nota PE, faz pouca coisa essa menina.

viva a língua!

02/02/2011

Essa campanha da escola de línguas EF Language Schools é perfeita. Pessoas vivenciando cada cidade e descobrindo sua cultura através da língua. Conheci no blog don’t touch my moleskine, lá tinha um vídeo de Paris mas fui olhar a fonte e vi esses outros vídeos também maravilhosos. Engraçado é assistir o de Pequim e ficar deduzindo as palavras, uma vez que de fato não se compreende nada através das letrinhas chinesas.

 

lógica

16/12/2010

owwww

#minha estante – por Lucas Lima

08/12/2010

Quando comecei esse post aqui no blog e pensei em convidar as pessoas à mostrarem suas estantes, a primeira pessoa em que pensei foi Lucas, um amante dos livros. Amizade iniciante e progressiva, encontros casuais e vida virtual ativa, é assim minha relação com Luquinhas. E tudo começou numa livraria (onde mais tinha que ser?). Não lembro da primeira vez que o atendi, mas engraçado que lembro o dia em que ele pediu o livro “Até o dia em que o cão morreu” Daniel Galera que ele cita no texto, nem aconteceu nada demais, mas simplesmente lembro desse dia. E claro que não foi difícil começar uma amizade com ele. Educado, paciente (quando ele chegava e eu estava atendendo alguém ele esperava tranquilamente até que eu pudesse atendê-lo), inteligente, sempre era uma alegria ver Luquinhas pela loja, mesmo quando ele ia rapidinho pra tomar um café e só dava tempo de dizer “oi”. Infelizmente passamos a nos ver menos desde que sai da livraria, felizmente essa amizade vem aumentando mesmo que virtualmente (os encontros casuais continuam e a gente nunca consegue se encontrar de outra maneira pra bater aquele papo), como ele falou, os amigos em comum também ajudam nessa empreitada. Planos não nos faltam, desde um simples café (que eu não bebo e troco fácil por uma cervejinha) até um domingo lá na casa de praia que já foi indicada por Vanessa Lins e que tem que ser feito junto com Samara e Nina. Mas eu tenho fé que um dia a gente consegue.

Então vamos à #estante!

#minha estante – por Lucas Lima

Minha estante de livros é, na verdade, uma prancha, que de tão lotada começa a envergar um pouquinho. Por isso, já tenho pilhas de páginas na mesa do computador, às vezes espalhadas pelo chão… São muitas e muitas publicações, compradas, ganhas ou emprestadas para a vida inteira! Gosto muito de ler, no mesmo tanto que gosto de comprar. Ir à livraria é sempre um dos melhores programas. Esperar pelas comprasfeitas pela internet é quase um martírio, compensado na hora da chegada com a alegriado primeiro contato. E nessa brincadeira de gostar e comprar, vou criando meu singelo patrimônio, e descobrindo mundos e histórias que passam a ser meus também.

Quando Mari pediu este texto, comecei a pensar quando descobri esse universo. Lembro de alguns livros infantis, principalmente O Pequeno Príncipe, um, hoje, sem capa e com escritos do meu irmão mais velho (guardado com carinho, apesar de ter um exemplar novo adquirido anos e anos depois). Lembro também de ler os paradidáticos dos meus irmãos e, claro, as revistinhas da Turma da Mônica, que, sem dúvida, catequizaram muitos dos atuais leitores.

A primeira compra que lembro foi dos três primeiros volumes da série Harry Potter,que não estão na prancha e nem faço ideia onde foram parar! Recordo que comprei no cartão do Hiper, dividi em algumas vezes e fiquei morrendo de medo da minha mãe reclamar. Ela não reclamou e continua não reclamando quando surgem algumas faturas no cartão que ela paga!

Nessa época, morava em uma casa/apartamento, e ficava no jardim ou na escada entretido com a leitura. Saia muito pouco, normalmente para o cinema, e devorava bem mais livros que hoje, tempo de noitadas nos fins de semana e muito trabalho nos demais dias. Era a minha diversão, o que para os amigos dos meus irmãos era taxado como estudo!

Organização

Na minha “estante”, há de tudo um pouco. Livros infantis, de gastronomia, de artes, comunicação, romances… Normalmente, organizo pelo tamanho, juntando os dos mesmos autores quando dá. Tenho vários de Clarice Lispector, todos lidos e alguns nunca entendidos – como o até hoje indecifrável Mrs. Dalloway, de Virgínia Woof. Adriana Falcão (O pequeno dicionário de palavras ao vento), Isabel Allende (Paula, La suma de los días) e Daniel Galera (Cachalote, Até o dia em que o cão morreu) são os mais recorrentes. Mas confesso não ter uma sistemática. Gosto da capa, me interesso pela sinopse, vou lá e compro – e muitas vezes não leio, mas tudo tem seu tempo!

Assim, agrego Neruda, Quintana, Guevara, Satrapi (Persépolis), Marcelino Freire, AnneFrank, Chico Buarque, Almodóvar (Fogo nas entranhas), Michael Moore, Danuza Leão,Lewis (o de Nárnia e o de Alice), Oscar Wilde (O Retrato de Dorina Gray, um dospreferidos), Dan Brown, Candace Bushnell (Sex anda the city), Alex Atala, Calcanhotto(aquela da música Metade) e tantos outros.

Costumo dobrar um pedaço da página quando tem algum trecho que gosto muito. Eles sempre vão parar nos meus blogs e, agora, também no Twitter. Não costumo rabiscar muito, para poder ter uma visão diferente das leituras seguintes, o que sempre acontece, e para emprestar sem vergonha de ser descoberto em alguns detalhes!

Como Mari disse no texto dela, é preciso estar com humor para lê-los. Já devorei vários em uma semana, enquanto nos últimos meses leio basicamente para fazer pesquisas (principalmente para os textos da revista Engenho!) ou arduamente para entreter. Como a paciência está pouca, foco nas histórias em quadrinhos (Cicatrizes, de David Small, dói, mas é lindo visualmente e conta uma história fascinante). E continuo comprando, guardando e, quem sabe um dia, aquela leitura se revela pra mim?

Ela

Já escrevi demais, mas preciso falar de Mari, né! Confesso odiar vendedores de loja. Corro deles sempre! Principalmente dos grudentos, que ficam no seu pé, quase obrigando uma compra. Também detesto os metidinhos de livrarias. No meio disso tudo– e não sendo nada disso –, conheci Mari. Trabalhava perto da Cultura e vivia lá. Achei ela simpática, sempre atenciosa e fui me acostumando a fazer os pedidos e solicitar ajuda só a ela. Sabia até os horários para encontrá-la!

Aos pouquinhos, surgiram as afinidades, os amigos em comum e uma amizade gostosa ,apesar da dificuldade de marcar um bendito café! A última vez que a vi, no show de Fino Coletivo, conversamos um bocado, falamos de planos de vida, perspectivas…

Nosso livrinho sendo escrito aos poucos! Quem sabe um dia não publicamos um de correspondência, como os célebres da nossa literatura!

Lucas Lima é jornalista (escreve pra um monte de lugar, um desses é a Revista Engenho – hum, delícia!) e seus blogs são o Cacimba das Letras (junto com Eliza Brito) e o Mientras.

#minha estante 1.2

26/11/2010

Eu esqueci de colocar no post da #minhaestante uma das minhas preciosidades. Na verdade como fico com essas estantes separadas, uma no meu quarto e uma no quarto do meu irmão, as coisas ficam meio misturadas. Mas como lá na minha só tem bregueço e não tem livro nenhum, não adianta mostrar.

Só tirei uma coisinha de lá (afinal, ela contém livros) e vim mostrar aqui. É minha caixinha do lançamento mundial do Harry Potter and the Deathly Hallows. Na época eu trabalhava na Livraria Cultura e foi uma loucura, mas foi muito legal. Enquanto todo mundo corria pra comprar os livros e conferir, finalmente, se Harry morria ou não, a gente ficava lá escutando os barulhinhos com uma vontade de que desse 22h, o expediente acabasse e a gente pudesse também conferir o que aconteceu.

 

minha caxinha do harry

Como tinham muitas caixas e no fim das contas todas elas iam pro lixo, houve uma certa distribuição, não lembro exatamente, mas acho que foram pras pessoas do fã clube que estavam promovendo um evento no dia, clientes e funcionários. =D

Na minha guardo todos os livros do Harry, só não tirei uma foto porque quatro deles estão emprestados, inclusive esses dois aqui que muita gente não conhece.

Fica nele também um galeão de ouro (sem ser de ouro, é claro) que veio junto com o primeiro filme do Harry, e também fica na estante esse copo que veio no sexto filme. Não, ele não fica lá cozinha porque tenho medo que o quebrem (na verdade que eu o quebre). #desastrada

potion n.86

#minha estante – Mari Leal

24/11/2010

Um dia desses no twitter do Skoob (uma rede social voltada para livros/ leitores/ literatura) tava rolando a tag #minhaestantereal, e as pessoas estavam enviando as fotos de suas estantes físicas (porque a do Skoob tá lá pra todo mundo ver). Fiquei vidrada nas fotos e juro que tava na página mesmo das hashtags do twitter (e eu nunca faço isso) olhando cada estante e admirando (nem todas, confesso). Até a minha enviei (sou nerd?!).

Estantes e livros me interessam muito, e não, não é porque fui livreira por 2 anos. Interessa simplesmente porque gosto de ler e me angustia saber que vou morrer sem ler todos os livros que quero ou todos que me indicam, ler todas as coisas boas, enfim.  O lugar que mais me chama atenção numa casa é qualquer espaço que tenha livros amontoados. Fico em frente às estantes, prateleiras, olhando e abrindo os livrinhos, lendo frases e se eu não me controlar sempre saio da casa de alguém com um deles debaixo do braço (não roubando né?! pego emprestado. no caso de pessoas muito íntimas posso sair com 3 né @manudonato?! e ainda reclamar porque o livro tá com defeito de impressão). Tenho a terrível mania de achar que tô sem nada pra ler em casa e saio recolhendo livros na estantes alheias, pois acho que não vou ter oportunidade de ler aquele livro novamente se não pegá-lo agora. Hum…

Como sou muito curiosa resolvi fazer uma série de post com as estantes de amigos, blogueiros e afins. Mas como não chamei ninguém e queria fazer logo isso aqui vou começar por mim mesmo. Afinal, as fotos já tenho (meio feias por sinal), entãovamos lá…

#minha estante – Mariana Leal

bonecos e livros

bonecos e livros.

1ª parte da estante (vertical) - livros e dicionário de línguas

2ª parte da estante - livros de fotografia

3ª parte - livros diversos

4ª e 5ª parte - pastas, cadernos, apostilas e revistas de fotografia

“A minha estante física não é minha estante, é a estante do meu irmão que agora mora em Brasília e deixou um bom espaço em branco. Me apossei das prateleiras do seu closet (ele é chique bein!) e coloquei livros, dvds, cds, bonecos e tudo que eu tenho direito. Na verdade (quase) tudo isso estava em minhas prateleiras no meu quarto (junto com mais bregueços) mas o sol batia forte lá e minha mãe sugeriu que eu fizesse a mudança. Eu gostei e meus livros e etc agradeceram.

Tenho muitos livros de fotografia, mas mais de filosofia, teoria, do que os de técnica e os de fotógrafos mesmo. Compro muito porque sei que vou precisar. Não li todos e os que li preciso reler, conhecimento nunca demais, e quem disse que lembro de tudo que já li? Tsc Tsc minha memória anda fraca, tadinha.

Compro mais livros pra estudo mesmo, porque os outros posso pegar emprestado de pessoas, bibliotecas, ler e sentir a emoção do momento. Enquanto os de estudo que compro rabisco, risco, grifo, escrevo, além de  precisar consultá-los com bastante frequência. Mas quando eu for rica vou comprar qualquer livro que eu queira e não somente os que eu precise.

Não lembro do primeiro livro que comprei, mas lembro quando descobri a leitura. Tinha 6 anos e coleguinhas da sala estavam com dificuldade pra ler, foi quando fui ajudar e só então percebi que já lia.  A primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi pegar um gibizinho da Xuxa e ler, de fato. Fiquei toda orgulhosa quando minha mãe perguntou o que eu tava fazendo e eu disse: estou lendo!

Outdoors, gibizinhos, livrinhos e livrões. A capacidade da leitura foi aumentado e meu amor por livros também. Ás vezes passava o recreio na biblioteca (sim, eu tinha amigos além dos livros), e quando não tinha natação sempre ia pra lá ao final das aulas, ler ou arrumar as estantes (meu TOC já começava a despertar e meu companheiro de arrumações era @marciomoneta). Li em algum lugar que alguma pessoa anotava os livro que ela lia, e foi a partir dai (em 1993, quando tinha 8 anos) que desenvolvi o hábito de anotar todos os livros que leio. Comecei a anotar os filmes um pouco depois, em 1997.

Indico pra todo mundo ” As travessuras da menina má” de Mario Vargas Llosa, “A trégua” Mario Benedetti (um dos livros mais lindos que ja li) e já comecei a indicar um dos últimos que li e que escrevi sobre ele aqui “As mulheres do meu pai” José Eduardo Agualusa. Além do clássico “Admirável Mundo Novo” Aldous Huxley e “Não verás país nenhum” Ignácio Loyola de Brandão (a edição comemorativa é a coisa mais linda. quem quiser me presentear com ela eu aceito).

Gosto de vários estilos de livro, mas acho que você precisa estar no humor pra lê-los. Quando sinto que aquele não é o momento de ler o livro X abandono, com dó e piedade, mas abandono.

Quase não sei trecho decorado de livro (com exceção do Toda Mafalda, hihihihi) mas esse aqui acho lindo e forte e nem é de nehum livro super conhecido ou clássico:

“Como levou um tiro à queima-roupa ao mesmo tempo em que recebia um beijo, Rosario confundiu a dor do amor com a da morte.”  Rosario Tijeras – Jorge Franco

É o único que sei. Até anoto alguns trechos de vez em quando, mas perdi os que fiz de “Admirável Mundo Novo” e de “Memórias do Cárcere” Graciliano Ramos (por sinal, vou começar a fazer campanha porque um amigo que sumiu do mapa pegou o primeiro volume desse livro – capa de couro, coleção antiga – emprestado há 7 anos e não devolveu. Cheguei a encontrá-lo há uns 4 anos e ele lembrava do livro e disse que precisava me devolver, e depois ele sumiu do mapa. Ninguém sabe, ninguém viu. Mas não desisto, preciso desse livro). Vou tentar retomar esse hábito. Faz refletir e emocionar”.

ps: tô lendo agora Harry Potter e as Relíquias da Morte, na verdade tô relendo porque quero ver o filme com tudo fresquinho na cabeça. Costumo ler 3 livros ao mesmo tempo, mas tô me dedicando inteiramente à Harry. Quando acabar volto pra Farenheit 451 – Ray Bradbury e Shopaholic & Baby – Sophie Kinsella.

ps 2: não me julguem como fotógrafa por essas fotos, não tinha lente que pegasse o ângulo da estante fechadinho sem cortar os livros e eu não queria mostrar a bagunça do closet, além de que tô sem programa de edição nesse computer. =/