Archive for the ‘c'est la vie’ Category

# Hanami

01/12/2011

Não tenhos filhos, acho que nunca estarei preparada pra ser mãe e nem tenho previsão e nem planejamento para isso, apesar de saber que uma hora isso vai acontecer, e não porque acho que toda mulher tem que ser mãe, de jeito nenhum, e sim porque acho que será uam coisa natural de minha parte.

Tenho convivido bastante com grávidas devido ao meu trabalho, e uma delas pretende ter um parto humanizado. Apesar de já conhecer a proposta antes de conhecê-la, é com ela que tenho aprendido mais sobre o assunto. Ontem ela me enviou um link de um documentário feito por um grupo que trabalha com isso e nada do que eu venha a falar aqui será mais completo ou interessante do que assistir à esse vídeo.

 

Mulheres, homens, médicos, assistam e reflitam sobre o assunto.

Aproveito para colocar um link do blog Escreva Lola Escreva (leitura mais que recomendada!) com uma convidada no blog falando sobre o assunto.

Reflitam!

 

# eu sou gay

07/07/2011

E saiu o vídeo do projeto #eusougay. Acabei não mandando a foto, uma coisa e outra e acabei não fazendo. =/De qualquer forma, segue abaixo o vídeo, que ficou lindo. Vamos espalhar. E mais do que divulgar o vídeo, vamos promover igualdade entre pessoas de qualquer raça, opção sexual, sexo, classe social, etc.

Essa foto acima são dos avós de Flora Pimentel, fotográfa daqui de Recife, e foi a que eu achei mais bonita. Já tinha visto a foto em alguma rede social de Flora antes de sair o vídeo. Na foto anterior a essa, no vídeo, aparece ela e sua família.

nordeste independente

04/11/2010

Nem queria comentar essa história toda de preconceito e xenofobia que vem rolando nas redes sociais e que todo mundo tá sabendo, porque isso tudo é bem triste, mas lembrei dessa música e resolvi colocá-la aqui. Sempre achei essa música linda, muito mais por mostrar as riquezas e o respeito dessa região do Brasil do que por sugerir uma separação.

Na verdade, a separação é só pra mostrar o quanto essa região é rica e que ao contrário do que muitas pessoas pensam, tem gente trabalhadora sim. Mas nem eu  e nem o Papa falando isso vai fazer mudar a cabeça desse povo. Educação, respeito, tolerância se aprende desde pequeno e em casa.

Tenho pena de pessoas que não puderam ter isso, felizmente eu tive, e quero conhecer cada cantinho desse meu Brasil.

ps: o vídeo é meio tosquinho – foi mals ai quem produziu – é só pra vocês escutarem a música, porque tô com preguiça de colocar só a música aqui. =/

Já que existe no sul esse conceito
Que o nordeste é ruim, seco e ingrato
Já que existe a separação de fato
É preciso torná-la de direito
Quando um dia qualquer isso for feito
Todos dois vão lucrar imensamente
Começando uma vida diferente
De que a gente até hoje tem vivido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Dividindo a partir de Salvador
O nordeste seria outro país
Vigoroso, leal, rico e feliz
Sem dever a ninguém no exterior
Jangadeiro seria o senador
O cassaco de roça era o suplente
Cantador de viola o presidente
O vaqueiro era o líder do partido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Em Recife o distrito industrial
O idioma ia ser nordestinense
A bandeira de renda cearense
“Asa Branca” era o hino nacional
O folheto era o símbolo oficial
A moeda, o tostão de antigamente
Conselheiro seria o inconfidente
Lampião, o herói inesquecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

O Brasil ia ter de importar
Do nordeste algodão, cana, caju
Carnaúba, laranja, babaçu
Abacaxi e o sal de cozinhar

O arroz, o agave do lugar
O petróleo, a cebola, o aguardente
O nordeste é auto-suficiente
O seu lucro seria garantido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Se isso aí se tornar realidade
E alguém do Brasil nos visitar
Nesse nosso país vai encontrar
Confiança, respeito e amizade
Tem o pão repartido na metade,
Temo prato na mesa, a cama quente
Brasileiro será irmão da gente
Vai pra lá que será bem recebido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Eu não quero, com isso, que vocês
Imaginem que eu tento ser grosseiro
Pois se lembrem que o povo brasileiro
É amigo do povo português
Se um dia a separação se fez
Todos os dois se respeitam no presente
Se isso aí já deu certo antigamente
Nesse exemplo concreto e conhecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Povo do meu Brasil
Políticos brasileiros
Não pensem que vocês nos enganam
Porque nosso povo não é besta

(Nordeste Independente – Composição: Bráulio Tavares/ Ivanildo Vilanova)

rehab

12/10/2010

Fins de relacionamento sempre são sofridos, seja pra quem acabou ou pra quem ficou acabado. Ultimamente tenho conversado com várias pessoas nesses estado, que é transitório, mas que se precisa de uma força de vários lados pra se sentir bem.

Engraçado que toda vez que alguém tá assim me solicita uma música pra escutar, é nessas horas que você tem escolher bem direitinho pra não fazer a pessoa ficar pior. E numa caça às músicas que fazem você levantar o astral, acabei fazendo uma playlist.

Na verdade, essa listinha começou em um certo período tenebroso e agora serve como SOS pra amigos ferrados no quesito relacionamento. Qual bobagem a gente não faz e não fala pra se sentir melhor, não é verdade?!

As músicas variam de categoria, vão desde “tu fez muita merda, sou mais eu”, “se preocupe não, você vai ficar bem” até “i will survive”. Serve pra homem e pra mulher, é só mudar o gênero, ou não. Enfim, de tantas músicas que falam do ato de “roer” e de amor, aqui estão minhas escolhas pra uma nova fase da vida.

Enfim, vamos à rehab:


MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

Playlist:

1- Tout va pour le mieux – Da Silva
2- Tudo novo de novo – Paulinho Moska
3 – Nuvem – Engenheiros do Hawaí
4 – Meu novo namorado – Mistura do Calypso
5 – Tempo Rei – Gilberto Gil
6 – Feriado Pessoal – Bruna Caram
7 – Don’t Bother – Shakira
8- Escute Bem – Cibelle
9 – I will survive – Cake
10 – Goodnight goodnigh – Hot Hot Heat
11 – Cuide-se Bem – Bruna Caram
12 – Chega – Mart’nália
13 – Nem vem que não tem – Wilson Simonal
14 – Lamento – Tim Maia
15 – Sonantes – Defenestrando
16 – Boa Sorte / Good Luck – Vanessa da Mata e Ben Harper
17 – You Had Me – Joss Stone

mulher, cabelo, piada, TPM e blá blá blá

05/10/2010

Só uma mulher sabe o que significa o ato de cortar os cabelos. Pra a maioria é praticamente um ritual, pra outras (essas sortudas) é tão normal quanto trocar de roupa, né Amanda?! Mas pra qualquer uma, perder as forças como Sansão é o mínimo que acontece quando aquele corte não saiu como desejado. Sim, existe depressão pós-corte. Nunca deixei de sair de casa devido a um corte mal feito, mas nunca fui ousada nos cortes então não tinha como ficar ruim. Mas também bom não ficava, ficava normal.

Quando criança minha mãe mandava no meu corte de cabelo “chanel” – sempre, no máximo ele ficava no ombro. Acho que ela estava prevendo quantas vezes eu iria pegar piolho na vida (muitas! sangue doce. hoje são as muriçocas que me perseguem. mas tenho certeza que quando -e se – eu tiver um filho e ele pegar piolho, eu vou pegar também) e como seria trabalhoso passar o pente fino numa vasta cabelereira (já basta o volume que ele tem, ou ao menos que ele tinha). Mas quando criança meu cabelo era liso, bem liso, parecia uma índia com a franja na testa e o cabelo preto escorrido. Com a idade, os hormônios femininos e os sete anos de natação, meu cabelo foi ficando um tanto rebelde, sem jeito, e cada vez mais volumoso. O jeito era deixar ele grande pra o volume descer e amarrá-lo. Por esses motivos ganhei apelidos do irmão e da prima-irmã de Maria Bethânia, Alanis Morissette e Mãe D’água. Pessoas tão carinhosas…

Disse que nunca fui ousada (essa foi minha máxima ousadia) com o cabelo mas  já fiz mecha loura (sim!) e já fiz luzes vermelhas duas vezes, numa dessas meu cabelo ficou roxo. Mas só quando era adolescente, depois de véia o máximo que fiz foi cortar o cabelo chanel, sei lá o que deu em mim…calor de Recife? não! acredite, cabelo curto no calor incomoda muito mais porque não há a possibilidade de amarrar.

Mas esse post nem é pra falar do meu histórico capilar, pensei nisso porque de fato cortei meu cabelo (e cortei, como cortei. Minha mãe disse que eu tô sem cabelo, em comparação com antes, claro). Nem sei sobre o que esse post é pra falar (era melhor ter ficado calada então né?!) mas acabo tratando desse ritual feminino (apesar do meu corte ter sido completamente comercial, mas isso já é uma longa história).

A mulher corta o cabelo pra mudar, mas não pra mudar a aparência e sim pra mudar algo internamente (não tô falando de todas as mulheres, e nem tô falando que é sempre, afinal sempre damos aquela aparadinha básica pra tirar as pontas duplas). Um cansaço da mesmice, da rotina, vontade de mudar e de andar, de mover. Quando a mulher está cansada a primeira coisa que ela pensa é “vou cortar o cabelo” (cortar, pintar, fazer qualquer coisa na cabeça), a mudança é aparentemente externa, no entanto ela interniza esse momento, a transformação no cabelo é mais um marco e até mesmo uma marca de um tempo novo que virá. Um início de um curso, uma viagem, uma mudança de emprego, qualquer coisinha é de fato um motivo pra marcar com a mudança no cabelo. Ou não, é só um energético que ela toma pra ter pique pra continuar o que tem que ser feito. E quando acaba o namoro então? A fase de fim de luto é completamente percebida quando ela aparece com o cabelo diferente. Todo mundo repara, elogia e o que ela mais pensa é “tá vendo o que você perdeu?”. Já diziam os poetas do Hino da recuperação da dor de cotovelo.

Mas existem as pessoas que tem medo de cortar o cabelo, como eu. Mudo tanto de emprego, mas o cabelo não muda. É que demorei tanto a ficar satisfeita com o meu cabelo que ficava com medo de qualquer tesourinha. Tinta então? nem pensar! gosto dele assim, preto.  Mas por umas coisas loucas da vida você acaba fazendo e tá ai o resultado. Cabelo curto (médio né?!), duas franjas (como diria o cabelereiro “franjas sobrepostas”) e mechas louras por dentro. Nem parece Mariana, dirão uns e já estão dizendo outros. =P Ah, e nem acredito que cortei o cabelo enquanto estava de TPM, não é nunca uma boa opção. Mas pelo menos achei que ficou legal.

meu cabelo em julho de 2010

e agora!

Agora acho que já sei porque escrevi esse post completamente chato e sem sentido, tô de TPM. E nem me importa se você vai ler ou não. Afinal mulher de TPM serve pra isso né?! falar qualquer coisa e depois dizer. “dá um desconto, tô de TPM”. Eita bicho estranho.

ps: homens entendam que as mulheres tem TPM, e a gente entende que vocês não gostam de discutir relação.

ps2: e já que falei um monte de porcaria e você -homem- leu até aqui vai uma piadinha pra você rir.

Via: bucomania

Um casal de carro na estrada de Oiapoque/AP.
A mulher de repente vira-se e diz:
– Eu quero o divórcio. Estou tendo um caso com seu melhor amigo, ele é muito melhor na cama, e resolvi largar você e ficar definitivamente com ele.

O cara não diz nada, mas começa a acelerar o carro até os 80 Km/h. A mulher continua:
– E eu quero ficar com a casa, com a guarda das crianças e os cartões de crédito.

O cara continua calado e acelera até 100 Km/h. ela continua:
– E quero também o barco, a casa de campo e as jóias…

Ele chega a 120 Km/h ainda sem dizer nada. Ela vai em frente e diz:

– O título do clube, o dinheiro dos investimentos e o carro também.
130Km/h, 140 km/h… Como ele ainda não fala nada ela pergunta:
– E você? Não vai dizer nada?

Ele finalmente responde enquanto o carro vai chegando perto dos 150 km/h:
– Não, não quero nada. Tenho tudo que eu preciso…
E o que eu tenho, você NÃO tem e nunca terá.

Ela dá uma risadinha, olha pra ele e pergunta:
– É mesmu é bunitinho? E o que é que você tem hein?
Ele dá um sorriso, aponta o carro para uma árvore e responde:
– Airbag.


 

 

o paradoxo da espera do ônibus

30/08/2010

Já me vi nessa situação várias vezes, tenho certeza que você também…

Curta de Christian Caselli. Aqui também.

veio daqui: não lembro de jeito nenhum…

Forcinha

10/12/2009

Mudar de emprego, acabar o namoro, mudar de cidade, fazer uma viagem…algumas decisões sempre merecem um pouco mais de atenção de nossa parte. Diferente da escolha da compra de uma blusa ou de um celular (não no meu caso, hihihihi), algumas podem mudar completamente o rumo da vida, e são nessas que a gente mais empaca (claro!).

Mas são justamente essas que nos fazem ter ânimo, que dão uma guinada na vida e que renovam o nosso espírito. O problema é a constante dúvida inicial “será que vou fazer a coisa certa?”

Tô passando por momentos de incerteza quanto à questão profissional  e essa incerteza vem acompanhada de tomadas de decisão com questões bem complicadas (e isso inclui mudar de cidade), mas é assim mesmo que funciona o ciclo…pensar, mudar, renovar! Estagnar é que não dá!

Felizmente sempre que tenho escolhas difíceis a fazer recebo uma forcinha lá de cima e “coincidentemente” acabo topando com coisas que me encorajam a seguir em frente.

Dia desses estava lendo o blog let’s fotografar do Danilo Siqueira e em sua descrição do site ele relatava a descoberta de uma nova profissão para ele e o quanto ele está amando essa novidade. Mas o que o Danilo trouxe de importante, além de mostrar que vale a pensa lutar pelo que se quer, foi um vídeo com um discurso do Steve Jobs (CEO da Apple y otras cositas más) e após vê-los vocês vão entender do que eu falo.

Parte 1

Parte 2

No mesmo dia que vi o vídeo que o Danilo postou, li uma matéria da Revista Gloss com o André Garcia, o criador do site Estante Virtual. O que o André e o Steve (íntima né!?) têem em comum é a capacidade de não se acomodar e de enfrentar os obstáculos da vida.

Sei que esse post está com uma cara de livro de auto-ajuda (ainda não aprendi a escrever com as regras do novo acordo) ou de final da novela Viver a Vida, mas acho interessante saber de histórias de vida complicadas pra aprendermos a não reclamar tanto da nossa e tomarmos um pouco mais de atitude.

Acredito, também, que algumas pessoas nascem com dom. Dom para música, para negócios, para empreendedorismo, para fotografia e para outros tipos mais, mas acredito muito naquele “dom” incorporado de perseverança, de luta e de não acomodação. A inquietude é uma dádiva e pelo menos isso eu espero que permaneça comigo, afinal nasci de 7 meses pra quê?

Indico: Livro – David – Uma lição de vida e de Marketing

Amigo (da onça) secreto

28/11/2009

Ganhar presente que agrade em amigos secretos é igual a ano bissexto, só acontece de dois em dois anos. Inspirada nos post de Luquinhas e Eliza do Cacimba de Letras resolvi relatar minhas experiências frustradas dessa brincadeira de fim de ano.

Começou quando eu tinha 8 ou 9 anos, e nessa idade quem decidia o presente que eu ia dar pro meu amigo secreto é claro que era minha mãe. Meu amigo secreto ganhou um Batmóvel (aquele carro do Batman, só que em miniatura) e creio que ele não ficou muito contente. Confesso que eu não queria dar esse presente, mas depois me convenceram de que ele era legal e eu na verdade também achava, mas sabia que ele não iria gostar. Se fosse hoje eu acharia o máximo,pois adoro bonecos e coisas relacionadas à filmes, HQs e etc.

Enfim, o que interessa é que meu amigo secreto ao receber aquele presente deve ter me amaldiçoado e eu ganhei uma bola. Não uma bola de vôlei ou coisa do tipo, e sim uma bola pequena rosa brilhante com um “chocalho” dentro, dessas que você encontra em pet shop. Será que ela quis dizer alguma coisa com esse presente? Creio que não, pois nessa época eu não tinha tanta fama de briguenta.

Depois de alguns anos ganhando caixas de chocolate a situação começou a mudar  a partir do ano em que ganhei um bom perfume. Depois foram anos de vacas gordas.

Mas o ápice da maldição aconteceu em 2002. Resolvemos  passar o fim de semana na praia e lá fazer o amigo secreto. Grupo pequeno, as melhores amigas, sempre damos e ganhamos coisas que gostamos porque nos conhecemos muito bem. Já são quase 13 anos de amizade…Mas nesse ano o único ser masculino a ingressar no nosso grupo participou, e fulero do jeito que ele sempre foi, me deixou na mão.

O fim de semana, apesar de bom, foi das trevas pra mim. Fiquei toda queimada porque não havia passado protetor (tava super nublado…), a pessoa quem me tirou não foi me deixando sem presente, e de quebra sofri um acidente com uma Honda biz moto.

Queimada do sol, toda arranhada, cheia de hemátomas e com ferimentos bem feios, sem presente pra consolar e pior…no dia seguinte saiu o resultado do vestibular e eu levei pau. Fim de ano com chave de ouro!

Depois de 1 mês, esse meu amigo da onça (pois nem ligou, nem pediu desculpas e nem veio me visitar depois do acidente) deixou o presente com uma tia minha.

O presente veio numa caixinha pequena típica de armarinho ou loja de R$1,99. Era uma porta-retrato com temática tropical, e ainda por cima nem cabiam fotografias do tamanho convencional de 10×15. Ele passou muitos anos morando na gaveta, até que ganhou liberdade indo se amostrar na casa de praia. Agora ele tá no lugar certo…

A maldição do batmóvel deu uma trégua desde aquele inesquecível fim de ano. Ultimamente tem sido só alegria. Até quando? Só Deus sabe…espero que eu ainda confirme essa trégua na próxima semana, quando terei o primeiro amigo secreto de 2009.

Mas mais do que presentes caros, bons e úteis (ou todo o oposto desses adjetivos) é importante pensar no objetivo final dessa brincadeira de fim de ano. Pra mim é pensar com carinho naquela pessoa que eu tirei e aproveitar o momento de falar o que acho dela e o que sinto por ela.

O problema é quando se tira uma pessoa que você não gosta, mas aí já é outra história…

Oh, mon Dieu!

16/11/2009

Segunda…cuen!

Porque ainda poderia ser sábado e eu estaria na praia…

 

Capítulo 1

30/09/2009

A máquina registra 17:53. Droga! – pensa ela – continua atrasada e vai registrar que saí mais cedo do trabalho quando deveria ter registrado 18 horas. Agora ela reclama, mas sempre pensa que a máquina vai registrar 7 minutos a menos quando está atrasada.

Atravessa a multidão de gente, olhando uma vitrine ou outra e sempre tem o mesmo pensamento – Preciso comprar calçado! Mês que vem estarei mais folgada. Mês que vem chega e o cartão dela sempre vem alto, mas metade é compra da prima, da amiga, da mãe, do namorado…que sempre pagam, mas nunca na data certa, e o débito automático a puxa pro cheque especial. – Preciso cancelar o cheque especial. Amanhã eu faço.

Tira o Mp3 da bolsa sempre grande, desenrola os fios do fone que estão enganchados no carregador do celular e no espiral da agenda. – Essa menina carrega o mundo dentro da bolsa! dizem os amigos. Arruma o Mp3 (pra ela é tudo Mp3. Não importa se arquiva vídeo, texto, foto e sorri. Não é Mp4, Mp5 e nem Mp9, é Mp3) no bolso ou na bolsa – Hoje vai ser aleatório ou alguém específico?

Atravessa a rua somente quando o sinal de pedestre está verde. Raro, muito raro atravessa quando daquele lado não vem carro, e aí dá tudo errado porque o outro sinal que terá que atravessar estará aberto para os carros e ela vai ter que esperar de qualquer jeito. Nem adianta…

Detesta esperar, mas está pagando seus pecados com o antigo novo namorado. Não usa elevador pelo mesmo motivo, prefere andar a ficar esperando. Não é seu espírito de atleta que determina isso, é a falta de paciência mesmo.

O ônibus passa no horário exato, e sua angústia da espera é diminuída quando sai do trabalho e vai direto pra casa. Quando não, mata a espera ouvindo música, lendo e observando as pessoas. Sempre tenta adivinhar pra onde elas estão indo ao vê-las nos carros, ou imagina o restante do diálogo a partir do ponto que parou de escutar.

Entra no ônibus, escolhe o lado da janela, aquele mais ventilado e que dá pra ver melhor o rio. Quando seu lugar preferido está ocupado senta do outro lado, mas sempre na janela, e agora pode ver melhor o trabalho do namorado e o da mãe, mas não se o carro do seu pai está no trabalho da mãe, só se ela levantar pra olhar, e isso ela não faz nunca.

…a continuar…