# minha estante – por Geraldo Fraga

Geraldo Fraga é jornalista, mas não foi a partir de seu ofício que o conheci. Mais um cliente super assíduo (gente, quando eu falo cliente assim parece até outra coisa né?! vixe!) da livraria em que eu trabalhava. Viciado em HQ e filmes, era só chegar perto dele e de Maurinho pra ter certeza que eles estavam falando desses assuntos, e falavam viu!?  Devo ter conhecido ele pela minha tattoo de Mafalda ou porque toda vez que eu chegava nos dvd’s ou na revistaria tava lá o danado. E como gente boa atrai gente boa (que propaganda da minha pessoa. mas eu sou gente boa, digo logo e Gera também) conheci Geraldo.

Logo o convidei a participar do # minha estante, e sinceramente achei o máximo quando recebi suas fotos. A estante do danado é uma bagunça organizada (falei organizada pra diminuir minha culpa de estar chamando a estante dos outros de bagunça). Ele com certeza se acha por alí, mas a gente não consegue ver os títulos dos livros que ele tem. Acho que isso foi uma estratégia pra ninguém pegar nenhum livro emprestado. Não dá pra identificar quase nada. Só um livro de Saramago mais a vista no canto direito da foto, no mais a gente tem que acreditar no que ele fala. O que eu achei massa quando recebi o email de Geraldo é que a gente pode ver qualquer tipo de estante, e a pessoa não é menos leitora por isso. Afinal, de que adianta uma estante toda arrumadinha se os livros não chegam nem a ser usados? Melhor uma bagunçada em que os livros desempenham o seu papel de fato.

 

# minha estante – por Geraldo Fraga

É nessa zona aí que eu guardo meus únicos tesouros. Como diz aquela canção do Planet Hemp: Tudo que eu tenho são meus livros e discos. A maioria dos exemplares é de histórias em quadrinhos, estilo literário que mais me inspira. Temos desde os clássicos do terror, Sandman, Preacher, Hellblazer e Heavy Metal; até coisas mais singelas e fofas como a coleção quase completa de Calvin e Haroldo.

Colecionar quadrinhos é um vício desgraçado. Só quem curte consegue entender a fixação que os fãs têm por seus artistas preferidos.

Inclusive a maioria dos meus livros, de literatura propriamente dita, são de Neil Gaiman, famosos autor de quadrinhos. Deuses Americanos, primeiro romance dele, e esgotado nas livrarias, pode ser considerado o Santo Graal da minha coleção. Junto, é claro, com A Voz do Fogo de Alan Moore, um dos melhores livros de literatura fantástica já escritos.


Tem também um monte de fantasia, como a trilogia do Senhor dos Anéis e o exemplar com a coleção completa das Crônicas de Nárnia. Terror tem de bóia com Stephen King e Anne Rice, que são clichês, mas são bons. Ainda tem um espaço para Charles Dickens, Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft. Na rabeira, ali no canto inferior direito, tem Caim de José Saramago, que foi minha última aquisição e que ainda está em fase de leitura.

ps: a maioria dos livros fica dentro de sacos e embalagens porque tenho um pequeno problema com poeira em meu quarto.


Geraldo Fraga é jornalista, autor do livro Histórias que nos Sangram (que eu ainda não li) e do blog Infernorama.

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