#minha estante – por Lucas Lima

Quando comecei esse post aqui no blog e pensei em convidar as pessoas à mostrarem suas estantes, a primeira pessoa em que pensei foi Lucas, um amante dos livros. Amizade iniciante e progressiva, encontros casuais e vida virtual ativa, é assim minha relação com Luquinhas. E tudo começou numa livraria (onde mais tinha que ser?). Não lembro da primeira vez que o atendi, mas engraçado que lembro o dia em que ele pediu o livro “Até o dia em que o cão morreu” Daniel Galera que ele cita no texto, nem aconteceu nada demais, mas simplesmente lembro desse dia. E claro que não foi difícil começar uma amizade com ele. Educado, paciente (quando ele chegava e eu estava atendendo alguém ele esperava tranquilamente até que eu pudesse atendê-lo), inteligente, sempre era uma alegria ver Luquinhas pela loja, mesmo quando ele ia rapidinho pra tomar um café e só dava tempo de dizer “oi”. Infelizmente passamos a nos ver menos desde que sai da livraria, felizmente essa amizade vem aumentando mesmo que virtualmente (os encontros casuais continuam e a gente nunca consegue se encontrar de outra maneira pra bater aquele papo), como ele falou, os amigos em comum também ajudam nessa empreitada. Planos não nos faltam, desde um simples café (que eu não bebo e troco fácil por uma cervejinha) até um domingo lá na casa de praia que já foi indicada por Vanessa Lins e que tem que ser feito junto com Samara e Nina. Mas eu tenho fé que um dia a gente consegue.

Então vamos à #estante!

#minha estante – por Lucas Lima

Minha estante de livros é, na verdade, uma prancha, que de tão lotada começa a envergar um pouquinho. Por isso, já tenho pilhas de páginas na mesa do computador, às vezes espalhadas pelo chão… São muitas e muitas publicações, compradas, ganhas ou emprestadas para a vida inteira! Gosto muito de ler, no mesmo tanto que gosto de comprar. Ir à livraria é sempre um dos melhores programas. Esperar pelas comprasfeitas pela internet é quase um martírio, compensado na hora da chegada com a alegriado primeiro contato. E nessa brincadeira de gostar e comprar, vou criando meu singelo patrimônio, e descobrindo mundos e histórias que passam a ser meus também.

Quando Mari pediu este texto, comecei a pensar quando descobri esse universo. Lembro de alguns livros infantis, principalmente O Pequeno Príncipe, um, hoje, sem capa e com escritos do meu irmão mais velho (guardado com carinho, apesar de ter um exemplar novo adquirido anos e anos depois). Lembro também de ler os paradidáticos dos meus irmãos e, claro, as revistinhas da Turma da Mônica, que, sem dúvida, catequizaram muitos dos atuais leitores.

A primeira compra que lembro foi dos três primeiros volumes da série Harry Potter,que não estão na prancha e nem faço ideia onde foram parar! Recordo que comprei no cartão do Hiper, dividi em algumas vezes e fiquei morrendo de medo da minha mãe reclamar. Ela não reclamou e continua não reclamando quando surgem algumas faturas no cartão que ela paga!

Nessa época, morava em uma casa/apartamento, e ficava no jardim ou na escada entretido com a leitura. Saia muito pouco, normalmente para o cinema, e devorava bem mais livros que hoje, tempo de noitadas nos fins de semana e muito trabalho nos demais dias. Era a minha diversão, o que para os amigos dos meus irmãos era taxado como estudo!

Organização

Na minha “estante”, há de tudo um pouco. Livros infantis, de gastronomia, de artes, comunicação, romances… Normalmente, organizo pelo tamanho, juntando os dos mesmos autores quando dá. Tenho vários de Clarice Lispector, todos lidos e alguns nunca entendidos – como o até hoje indecifrável Mrs. Dalloway, de Virgínia Woof. Adriana Falcão (O pequeno dicionário de palavras ao vento), Isabel Allende (Paula, La suma de los días) e Daniel Galera (Cachalote, Até o dia em que o cão morreu) são os mais recorrentes. Mas confesso não ter uma sistemática. Gosto da capa, me interesso pela sinopse, vou lá e compro – e muitas vezes não leio, mas tudo tem seu tempo!

Assim, agrego Neruda, Quintana, Guevara, Satrapi (Persépolis), Marcelino Freire, AnneFrank, Chico Buarque, Almodóvar (Fogo nas entranhas), Michael Moore, Danuza Leão,Lewis (o de Nárnia e o de Alice), Oscar Wilde (O Retrato de Dorina Gray, um dospreferidos), Dan Brown, Candace Bushnell (Sex anda the city), Alex Atala, Calcanhotto(aquela da música Metade) e tantos outros.

Costumo dobrar um pedaço da página quando tem algum trecho que gosto muito. Eles sempre vão parar nos meus blogs e, agora, também no Twitter. Não costumo rabiscar muito, para poder ter uma visão diferente das leituras seguintes, o que sempre acontece, e para emprestar sem vergonha de ser descoberto em alguns detalhes!

Como Mari disse no texto dela, é preciso estar com humor para lê-los. Já devorei vários em uma semana, enquanto nos últimos meses leio basicamente para fazer pesquisas (principalmente para os textos da revista Engenho!) ou arduamente para entreter. Como a paciência está pouca, foco nas histórias em quadrinhos (Cicatrizes, de David Small, dói, mas é lindo visualmente e conta uma história fascinante). E continuo comprando, guardando e, quem sabe um dia, aquela leitura se revela pra mim?

Ela

Já escrevi demais, mas preciso falar de Mari, né! Confesso odiar vendedores de loja. Corro deles sempre! Principalmente dos grudentos, que ficam no seu pé, quase obrigando uma compra. Também detesto os metidinhos de livrarias. No meio disso tudo– e não sendo nada disso –, conheci Mari. Trabalhava perto da Cultura e vivia lá. Achei ela simpática, sempre atenciosa e fui me acostumando a fazer os pedidos e solicitar ajuda só a ela. Sabia até os horários para encontrá-la!

Aos pouquinhos, surgiram as afinidades, os amigos em comum e uma amizade gostosa ,apesar da dificuldade de marcar um bendito café! A última vez que a vi, no show de Fino Coletivo, conversamos um bocado, falamos de planos de vida, perspectivas…

Nosso livrinho sendo escrito aos poucos! Quem sabe um dia não publicamos um de correspondência, como os célebres da nossa literatura!

Lucas Lima é jornalista (escreve pra um monte de lugar, um desses é a Revista Engenho – hum, delícia!) e seus blogs são o Cacimba das Letras (junto com Eliza Brito) e o Mientras.

Anúncios

Tags: , , , , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: