Amigo (da onça) secreto

Ganhar presente que agrade em amigos secretos é igual a ano bissexto, só acontece de dois em dois anos. Inspirada nos post de Luquinhas e Eliza do Cacimba de Letras resolvi relatar minhas experiências frustradas dessa brincadeira de fim de ano.

Começou quando eu tinha 8 ou 9 anos, e nessa idade quem decidia o presente que eu ia dar pro meu amigo secreto é claro que era minha mãe. Meu amigo secreto ganhou um Batmóvel (aquele carro do Batman, só que em miniatura) e creio que ele não ficou muito contente. Confesso que eu não queria dar esse presente, mas depois me convenceram de que ele era legal e eu na verdade também achava, mas sabia que ele não iria gostar. Se fosse hoje eu acharia o máximo,pois adoro bonecos e coisas relacionadas à filmes, HQs e etc.

Enfim, o que interessa é que meu amigo secreto ao receber aquele presente deve ter me amaldiçoado e eu ganhei uma bola. Não uma bola de vôlei ou coisa do tipo, e sim uma bola pequena rosa brilhante com um “chocalho” dentro, dessas que você encontra em pet shop. Será que ela quis dizer alguma coisa com esse presente? Creio que não, pois nessa época eu não tinha tanta fama de briguenta.

Depois de alguns anos ganhando caixas de chocolate a situação começou a mudar  a partir do ano em que ganhei um bom perfume. Depois foram anos de vacas gordas.

Mas o ápice da maldição aconteceu em 2002. Resolvemos  passar o fim de semana na praia e lá fazer o amigo secreto. Grupo pequeno, as melhores amigas, sempre damos e ganhamos coisas que gostamos porque nos conhecemos muito bem. Já são quase 13 anos de amizade…Mas nesse ano o único ser masculino a ingressar no nosso grupo participou, e fulero do jeito que ele sempre foi, me deixou na mão.

O fim de semana, apesar de bom, foi das trevas pra mim. Fiquei toda queimada porque não havia passado protetor (tava super nublado…), a pessoa quem me tirou não foi me deixando sem presente, e de quebra sofri um acidente com uma Honda biz moto.

Queimada do sol, toda arranhada, cheia de hemátomas e com ferimentos bem feios, sem presente pra consolar e pior…no dia seguinte saiu o resultado do vestibular e eu levei pau. Fim de ano com chave de ouro!

Depois de 1 mês, esse meu amigo da onça (pois nem ligou, nem pediu desculpas e nem veio me visitar depois do acidente) deixou o presente com uma tia minha.

O presente veio numa caixinha pequena típica de armarinho ou loja de R$1,99. Era uma porta-retrato com temática tropical, e ainda por cima nem cabiam fotografias do tamanho convencional de 10×15. Ele passou muitos anos morando na gaveta, até que ganhou liberdade indo se amostrar na casa de praia. Agora ele tá no lugar certo…

A maldição do batmóvel deu uma trégua desde aquele inesquecível fim de ano. Ultimamente tem sido só alegria. Até quando? Só Deus sabe…espero que eu ainda confirme essa trégua na próxima semana, quando terei o primeiro amigo secreto de 2009.

Mas mais do que presentes caros, bons e úteis (ou todo o oposto desses adjetivos) é importante pensar no objetivo final dessa brincadeira de fim de ano. Pra mim é pensar com carinho naquela pessoa que eu tirei e aproveitar o momento de falar o que acho dela e o que sinto por ela.

O problema é quando se tira uma pessoa que você não gosta, mas aí já é outra história…

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